Movimentação nos portos do Arco Norte incentiva estruturas de armazenamento ao longo da BR-163 A maior participação dos portos do Arco Norte nas exportações do agronegócio está impulsionando a demanda por estruturas de armazenamento ao longo da BR-163, entre os estados de Mato Grosso e Pará. Viajando pela rodovia, chama a atenção a presença de novos silos. Por serem tão recentes, as estruturas metálicas ainda não estão cobertas de poeira e brilham ao sol. Castelo dos Sonhos, distrito pertencente ao município de Altamira (PA), é um exemplo de mudança na paisagem. Às margens da rodovia, a Tapajós Agropecuária estava finalizando a terraplenagem quando a reportagem Caminhos da Safra passou pelo local. Leia também Duplicação da BR-163 avança em MT, após mudanças na concessão Inovação reforça avanços na logística agrícola Agro atrai novos investimentos nos portos do país Mesmo com alguns tratores ainda em funcionamento, Leomar Alves da Silva, gerente responsável pela unidade, afirma que “Se hoje houvesse grão, teríamos condições de recebê-lo, porque a parte operacional e de automação está pronta.” Após um ano e meio de construção de seis silos, a expectativa é começar a armazenar 330 toneladas na safra de soja 2024/25. Leomar afirma que, ao observar a demanda na região, os grãos deverão chegar de municípios da divisa dos dois estados. “Lá perto, um produtor arrendou dois mil hectares, em Alta Floresta (MT). Ele é um produtor que vem do Mato Grosso e agora está plantando. Junto com isso vem toda a cadeia. A vantagem é que o fertilizante, o gesso e o calcário já estão aqui”, afirma. A algumas dezenas de quilómetros de distância, outra grande estrutura destaca-se na paisagem, com os dizeres Agro 5 Armazéns Gerais. Quem vem de moto, de dentro do escritório, é Benhur Granella, dono de uma loja de produtos agrícolas e um dos sócios da arrecadadora. Granella conta que a estrutura está pronta há cerca de dois anos, mas o antigo proprietário entrou com pedido de recuperação judicial. Assim, ele e outros quatro sócios produtores de soja arrendaram a área recém-construída. “Fizemos alguns cálculos e vimos a viabilidade econômica de prestar serviços para a região, então decidimos fazer esse arrendamento”, diz Benhur. Assim, na segunda safra de 2024, operaram pela primeira vez a estrutura, que tem capacidade para armazenar 240 mil toneladas de grãos. A tendência é de crescimento Os portos do Arco Norte representam um terço das exportações brasileiras de milho e soja, segundo dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). De janeiro a abril de 2024, o governo federal registrou 66,5 milhões de toneladas exportadas por esta região do país, um aumento de 5,3% em relação ao mesmo período de 2023. Estão incluídos nesta lista os portos de Itacoatiara (AM), Santarém (PA ), Santana (AP), Barcarena/Vila do Conde (PA), São Luiz (MA) e Salvador (BA), além de estações de transbordo que contribuem para o armazenamento e movimentação de grãos. Dada a expansão dos grãos, a Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) estima que o Arco Norte poderá embarcar até 100 milhões de toneladas por ano até 2030. Nesse cenário, a tendência é de abastecimento de silos e armazéns ao longo da BR-163. É o que avalia Ricardo Barra, presidente da concessionária Via Brasil, que administra o trecho entre Sinop (MT) e Miritituba (PA). “É uma realidade na região. Quanto mais vemos a expansão dos grãos, mais esses negócios [de armazenagem] deve crescer. Isso atrai as empresas que desenvolvem os silos e contribui para outros desenvolvimentos, como a melhoria de estradas”, projeta.
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