Um estudar realizada por KPMG em junho deste ano indicou um aumento no número de empresas de mineração no Brasil que assumiram compromissos públicos para garantir a segurança do seu barragens de rejeitos.
Das 73 empresas que possuem barragens com alto risco potencial, 16 estão comprometidas com o Padrão Global da Indústria em Gestão de Rejeitos (GISTM), ou Padrão Global da Indústria em Gestão de Barragens. O GISTM possui 77 requisitos para a gestão segura de barragens de rejeitos existentes e novos projetos.
Em 2022, havia 12 empresas comprometidas com esta norma, de um total de 65 mineradoras com barragens com alto risco potencial.
As 16 mineradoras comprometidas em 2024 possuem 142 barragens, ou 53% das barragens de rejeitos de minério do país. Em 2022, as 12 empresas comprometidas eram proprietárias de 131 barragens (51% do total).
A pesquisa da KPMG foi baseada em dados da Agência Nacional de Mineração (ANM) de barragens de rejeitos classificadas como de alto potencial de ruptura.
O estudo também mostrou que o percentual de mineradoras com barragens com alto potencial de dano no Brasil caiu de 279 (28% do total em 2022) para 276 (26% neste ano).
André Winter, sócio-diretor da consultoria em ESG (sustentabilidade ambiental, consciência social e governança) da KPMG, disse que embora seja um pequeno aumento no número de mineradoras que se comprometeram com padrões mais rígidos de segurança de barragens, essas empresas possuem as maiores barragens, o que é positivo para o país .
“Algumas empresas não se comprometeram publicamente com o GISTM, mas já adotam padrões de segurança na gestão de barragens. A tendência nos próximos anos é de progresso na adoção pública desses compromissos”, acrescentou Winter.
Ricardo Marques, sócio-líder de mineração da KPMG, observou que as empresas mineiras têm estado sob pressão crescente por parte de entidades reguladoras, comunidades e investidores para melhorarem os seus controlos nesta área. “Neste contexto, a adoção de práticas alinhadas ao GISTM representa um caminho a ser seguido pelas empresas mineiras que ainda não seguem estas medidas”, afirmou Marques.
Marques observou que alguns investidores institucionais já exigem que as empresas em que investem adotem padrões mais rígidos de segurança e sustentabilidade. Um exemplo é a Igreja Anglicana da Inglaterra, que detém participações em grandes empresas mineiras.
Winter acrescentou que até que sejam concluídos os trabalhos para eliminar todas as barragens com alto risco de ruptura, é importante que as empresas mineiras adoptem uma gestão adequada para mitigar os riscos associados.
Segundo a pesquisa, 32% das mineradoras publicaram planos de resposta a emergências de barragens, ante 22% em 2022.
Do total de empresas mineiras, 18% assumiram o compromisso público de reduzir o uso de barragens, em comparação com 3% em 2022.
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