Os fundos de ações passam por um cenário de crise “menos pior” que o dos multimercados, mas o mar não está exatamente animado. Muitos pagaram pouco e afastaram os acionistas para outros produtos. Alguns fundos, porém, surpreendem com um segredo comum.
Mas controle sua ansiedade. Já dissemos o que é. Primeiro, vejamos a parte vazia do copo.
Os fundos de ações são um forma mais prática e diversificada de acessar a bolsa, porque os gestores profissionais selecionam ações em vez de investidores. São ideais para quem deseja investimentos com maior potencial de retorno em longos períodos, pelo menos cinco anos. Por outro lado, são investimentos de maior risco em comparação com aqueles que põem os pés fora da bolsa.
Embora os gestores acompanhem de perto as empresas para se posicionarem, as ações da bolsa brasileira não têm ajudado. Em geral, caíram no primeiro semestre devido à combinação de um cenário externo volátil e, internamente, incertezas sobre taxas de juros e contas públicas.
Como consequência, o Ibovespa caiu 7,7% em reais e 19,5% em dólares no primeiro semestre, o pior desempenho entre os mais importantes mercados globais. Embora os gestores vejam melhorias nas empresas brasileiras, A maioria deles não conseguiu entregar uma rentabilidade muito melhor do que o principal índice do mercado de ações, que normalmente é o seu indicador de referência.
Os fundos de ações livres, aqueles que têm maior liberdade de escolha de títulos e são a modalidade com maior patrimônio, perdeu 5,3% no primeiro semestremostrou a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).
O desempenho frustrante da categoria sem ser retroalimentado do outro lado da gangorra. Se as ações caírem, a renda fixa oferecerá prêmios elevados com menor risco.
Essa é boa parte da explicação para os acionistas terem resgatado R$ 111 milhões de fundos de ações no primeiro semestre. É pouco se comparado ao prejuízo de R$ 81 bilhões dos multimercados. Mas o segmento ainda está longe dos seus melhores dias..
Nadando contra a corrente
Mas se até flores crescessem no aterro, não faltaria gente para brilhar nesse cenário negativo. O gerente oportunidade, por exemplo, alcançou a façanha de retorno de 42% no primeiro semestre. A Ativo Caixa, 39%. Já o Ativo BNP Paribas atingiu 37%. É muito comparado ao Ibovespa, que perdeu quase 8% no mesmo período.
Fundos de ações mais rentáveis no primeiro semestre de 2024
Fundo de ações | Retorno no primeiro semestre, em % | Retorno nos últimos 12 meses, em % | Risco | Patrimônio líquido, em R$ | Acionistas |
Oportunidade Global Equity Reais FIC FIA BDR Nível I IE | 42,25 | 58,00 | 14.52 | 158 milhões | 769 |
Caixa BDR Nível I da FIA | 38,77 | 50,73 | 14h60 | 367 milhões | 4,4 mil |
BNP acessa empresas dos EUA FIA IE | 37,35 | 54,95 | 17,93 | 229 milhões | 114 |
Vitreo Emprcs TechSelect BDR Nível I FIA | 34,39 | 46,73 | 19.94 | 250 milhões | 12,4 mil |
Western Asset BDR Nível I FIA | 34,25 | 48,31 | 16,72 | 1,6 bilhão | 60 mil |
Verde AM Mundi Ações Globais FIC FIA IE | 33,93 | 43,90 | 13.22 | 104 milhões | 1,4 mil |
BRAM BDR Nível I Plus FIC FIA | 32,64 | 44.01 | 13.58 | 151 milhões | 6,2 mil |
XP Trend Dólar Americano Câmbio FIA | 31h45 | 44.12 | 13h29 | 215 milhões | 18,3 mil |
Itaú BDR Nível 1 FIC FIA | 30,76 | 43,96 | 10h33 | 191 milhões | 3,7 mil |
BB Ações Globais BDR Nível I FIC FIA | 29,53 | 40,96 | 13h59 | 896 milhões | 10,9 mil |
Esses fundos lideraram o ranking dos melhores fundos de ações do primeiro semestre, segundo pesquisa da Marcelo d’Agosto, consultor financeiro responsável pelo Guia de Fundos do Valor, com base em dados da plataforma Morningstar. Os recursos incluídos na análise estão efetivamente à disposição dos cotistas em corretoras e bancos e possuem no mínimo R$ 50 milhões em patrimônio e 100 cotistas.
Mas atenção: embora o ranking se refira aos últimos seis meses, não significa necessariamente que estes sejam os melhores produtos para você investir agora.
Os especialistas aconselham que você analise pelo menos cinco anos de remuneração e a qualidade do gestor antes de escolher onde investir. Este ranking, portanto, é meramente informativo e não é uma recomendação.
E qual é o segredo do sucesso?
Os melhores fundos de ações do primeiro semestre compraram ações americanas, especialmente ações ligadas à inteligência artificial. Graças em grande parte a estas ações, as bolsas de valores dos Estados Unidos renovaram recordes nos primeiros seis meses do ano, contornando taxas de juros historicamente altas na maior economia. O indicador Nasdaq 100 voou 17,5% e o S&P 500, 15,3%.
Investidores nesses fundos ganhou com a alta do dólar além disso.
Embora alguns analistas sejam cautelosos em relação ao mercado acionário americano, por acreditarem que estão caros em um cenário de desaceleração econômica e incerteza em relação às eleições, Os gestores destes fundos brilhantes estão entusiasmados com o que está por vir.
No Opportunity, ações de empresas de semicondutores dos EUA, como TSMC e Nvidia, contribuiu para o desempenho do melhor fundo no primeiro semestre. Os semicondutores são a base física da inteligência artificial e a Nvidia tem sido o grande expoente desta nova fase da economia. As ações da empresa subiram 149% no primeiro semestre e se tornaram a empresa mais valiosa do mundo em junho.
Outro grupo que ajudou a casa foi o dos jornais ligados à internet, como Alphabet (dona do Google), Amazon e Meta. Funções das empresas de computação em nuvem, como Microsofte ligados à área aeroespacial, como TransDigmtambém estavam na carteira.
“Acredito que os avanços da inteligência artificial são transformacionais, mas sabemos que pode haver exageros ou correções no caminho”, afirma Vinicius Ferreira, sócio e membro da equipe gestora do fundo Opportunity Global Equity. “Mudamos ativamente as posições do portfólio, levando em consideração a relação entre risco e retorno das empresas, mas a inteligência artificial continuará a ser relevante por muitos anos.”
Mais recentemente, a gestora reduziu a participação da Nvidia e da TransDigm no portfólio e aumentou a da Google e da TSMC.
Ferreira continua entusiasmado com a bolsa americana porque, na sua análise, as ações ainda não estão muito caras e a economia dos Estados Unidos não caminha para uma recessão. “Acredito que ter uma alocação estrutural em títulos internacionais é importante para o brasileiro, porque a diversificação gera valor ao longo do tempo. A aplicação deve ser feita menos pela inteligência artificial e mais pela economia americana que cresce estruturalmente“, ele adiciona.
Mas não foram só as ações das empresas de inteligência artificial que ajudaram os fundos no primeiro semestre. O BNP Paribas Asset Management tinha na sua carteira, por exemplo, Primeiro Solar, fabricante de painéis solares que se saiu bem com um pacote da administração Biden destinado a combater as alterações climáticas e a desacelerar a inflação. Porém, ações ligadas à inteligência artificial como Nvidia e TSMC também estavam na carteira.
“O cenário nos Estados Unidos é o oposto do cenário brasileiro. Aqui as ações em geral estão extremamente baratas, mas os investidores estão de olho na renda fixa e não se interessam pela renda variável. Nos Estados Unidos, os papéis são muito carosmas ações de crescimento de inteligência artificial geram muito interesse”, afirma João Uchôa Borges Filho, líder de fundos de fundos (FOFs) do BNP Paribas Asset Management.
“As ações americanas vão beneficiar dos cortes nas taxas de juro e da eleição de Donald Trump, porque ele geralmente reduz os impostos para as empresas. Estamos vendo um saída de investidores de empresas mais capitalizadas para empresas menoresque se beneficiará com taxas de juros mais baixas”, afirma.
No Gestão Empírica, o fundo que se destacou comprou BDRs (recibos de ações estrangeiras negociadas na bolsa brasileira) de empresas de tecnologia. Amazon e Meta são as ações mais relevantes, apesar de já terem avançado bastante na bolsa.
“O mercado analisa as métricas tradicionais para decidir abandonar as ações porque estão caras, mas, No mundo da tecnologia, empresas envelhecidas ganham mais poder e robustez e geram novos negócios que nem as empresas esperavam”, diz João Piccioni, head de investimentos da Empiricus Gestão.
“As empresas ganham sobrevivência, geram muito caixa e margem de segurança para fazer novos investimentos. E as métricas tradicionais de avaliação de ações ficam distorcidas, porque não conseguem captar essa renovação das empresas”, afirma. É por isso que, na análise da casa, as ações da Meta e da Amazon ainda têm espaço para continuar subindo.
juros emprestimo bancario
simular emprestimo pessoal itau
emprestimo aposentado itau
quem recebe bpc pode fazer financiamento
empréstimo caixa simulador
quanto tempo demora para cair empréstimo fgts banco pan
empréstimo consignado do banco do brasil