Produzir roupas sem impactar negativamente o mundo é, em última análise, o objetivo da moda sustentável, que compreende um ecossistema de fornecedores, empresas, cooperativas, designers e, claro, consumidores. O mundo ainda está longe de atingir esse objetivo, mas caminha nessa direção — com mais brasileiros ingressando em brechós e mais empresas preocupadas com o uso de água na fabricação de itens.
Para compreender as vantagens e os obstáculos que envolvem o consumo consciente, o Valor e a área de responsabilidade social de Globochamado Valor Socialconvidou a jornalista e consultora de moda Alexandra Farah e o supervisor de figurino do canal de televisão Viviane Andrade para um bate-papo nesta terça-feira (27). Na quarta-feira (28), o tema será “Como as marcas inovam em suas narrativas sobre sustentabilidade”.
Na conversa de hoje, Andrade disse que a Globo tem procurado fornecedores com viés mais sustentável para criar as roupas dos personagens das novelas. É o caso de empresas que produzem botões com resíduos de restos de comida, ossos e até leite em pó.
“Antes, o preço [desses componentes] era muito mais alto, mas ainda custava o produto final. De qualquer forma, acho que está em nossas mãos mudar esse jogo. Quanto mais insistirmos e buscarmos novos fornecedores, melhor será para o seu processo e para a própria economia”, afirma o especialista, acrescentando que, ao longo do ano, a Globo produz em média 6 mil fantasias, fora as produzidas para cada romance.
A TV também está adotando o tingimento natural de tecidos. São utilizadas frutas, folhas e flores, dependendo das cores necessárias para tratar as fantasias. “É um exemplo de algo natural e com baixíssimo impacto ambiental, já que utilizo o material muito orgânico que temos nos estúdios”, disse Andrade.
A supervisora conta ainda que chegou a fazer testes com sobras de café das máquinas. “Já envelhecemos nossas roupas com erva-mate e chá preto. São coisas naturais que podemos alcançar resultados muito importantes com um preço mais acessível”.
Com o que concorda a jornalista e consultora de moda. “Quanto maior a demanda por produtos sustentáveis, mais eles crescerão e roubarão participação dos produtos não sustentáveis”, afirma Farah. Esse movimento tem crescido, segundo o especialista, mas ainda é muito incipiente.
Para Andrade é aí que entra o pensamento coletivo: o que podemos fazer, juntos, para impactar cada vez menos o meio ambiente. “Até porque precisamos entender que os recursos são finitos. Não há como deixar o planeta para outra pessoa quando os recursos acabam. Na verdade, nada é jogado fora”, afirma. “Estamos consumindo esses resíduos produzidos pela indústria da moda, que é a segunda mais poluente do mundo”.
Para Farah, uma das formas de evitar esse cenário é ler os rótulos e escolher materiais menos poluentes. “Hoje somos reféns do poliéster, que é feito a partir da exploração de petróleo. Também priorizamos o algodão e tenho dúvidas se o material é realmente sustentável, dada a quantidade de incêndios que estão acontecendo em todo o Brasil.”
O jornalista diz que o ideal é evitar o impacto, através do subconsumo, que, em última análise, prega o novo minimalismo, ou seja, conviver bem com o que as pessoas já têm. “Nesse sentido, é importante se conhecer para consumir melhor.” O segundo ponto é minimizar o impacto, comprando tecidos melhores, por exemplo, enquanto o terceiro é restaurar o impacto. “Isso desempenha um grande papel no papel de Vivian em ser capaz de dar essa circularidade às peças.” Finalmente, o impacto é compensado pela compra de créditos de carbono e pela plantação de árvores.
Nesse sentido, os brechós são uma opção para quem precisa comprar algo, mas não quer causar impacto ao meio ambiente. Segundo Vivian, a troca de peças já era comum entre as pessoas mais simples, mas agora grande parte das classes A e B também consome dessa forma. “Acho que isso veio para ficar, sim. As gerações Y e Z consomem cada vez mais roupas com essa característica, pois querem significado. Não apenas consumo por si só.”
Mesmo sendo um avanço importante, Farah questiona se é uma intenção que ainda não foi transformada em ação. “Mas esta é a primeira geração com essa narrativa. Até as décadas de 70 e 80, quanto mais resíduos e rejeitos sua empresa produzia, mais sucesso ela indicava. Agora, o lema é reaproveitar”, afirma.
A Globo, por exemplo, tem diversas parcerias com cooperativas que reaproveitam até o menor pedaço de tecido. “Somos responsáveis, mas também tentamos reaproveitá-lo em casa”. Com as sobras da produção de fantasias, por exemplo, a emissora produziu quase 400 roupas infantis — e esse valor foi doado para doações”, diz Andrade. “Neste ano, já fizemos três doações, uma para as crianças do Rio Grande do Sul. Sul, depois da devastação causada pelas chuvas.” A sucata que não pode ser reaproveitada vira presente para os funcionários da empresa. É o caso das lonas que voltam com sacolas e porta-copos.
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