O Ministério Público Eleitoral (MPE) apresentou denúncia contra o ex-presidente do Solidariedade Eurípedes Gomes Macedo Júnior e outras nove pessoas acusadas de desvio de recursos de verbas partidárias e eleitorais nas eleições de 2022. O grupo é suspeito de desviar cerca de R$ 36 milhões do antigo PROS, incorporado ao Solidariedade em 2023. Eurípedes está preso desde 15 de junho, quando se entregou à Polícia Federal.
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Segundo a denúncia, Eurípedes aparece como “líder da organização criminosa”, formada por sua família e pessoas próximas de sua confiança e que o político administrava o partido como “um bem privado ao obter enriquecimento pessoal e familiar ilícito por meio de desvio de recursos públicos destinado à atividade político-partidária”.
Segundo o documento, Eurípedes, sua esposa, Cintia Lourenço da Silva, seu primo, Alessandro Sousa da Silva e pessoas de sua confiança roubaram valores e bens da festa localizados em um armazém, como um helicóptero, seis veículos, aparelhos de ar condicionado, computadores, sistema de energia solar, máquinas para gráfica e matéria-prima para impressão. As mercadorias foram retiradas por caminhões às vésperas do julgamento que entregou o controle do partido a Marcus Vinícius Chaves de Holanda, afastando Eurípedes da liderança.
O MP denuncia ainda que Eurípedes e seus sócios realizaram uma série de transferências bancárias no valor de R$ 3,078 milhões do partido para a Fundação da Ordem Social, onde ainda tinham poderes de gestão e direção.
Na visão do promotor Paulo Roberto Binicheski, que assinou a denúncia, Eurípedes e os demais réus atuaram conjuntamente “na forma de uma organização criminosa estável, estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, ainda que informalmente, com o objetivo de obter, direta ou indiretamente, vantagem ilícita, especialmente através da prática de crimes destinados ao desvio e apropriação de recursos dos Fundos Partidário e Eleitoral”.
O MPE também solicita a manutenção da prisão de Eurípedes por entender que ele poderia obstruir as investigações, pois foram encontrados recibos de contas no exterior e não revelados às autoridades brasileiras e o dinheiro poderia ser movimentado.
O MPE denuncia Eurípedes e o grupo por organização criminosa e crimes de apropriação indébita, furto qualificado mediante fraude de recursos de fundos partidários, falsidade ideológica eleitoral e candidaturas laranja.
No dia 12 de junho, a Polícia Federal deflagrou a Operação Fundo no Poço para desmantelar uma organização criminosa responsável por desvios e apropriação de recursos de verbas partidárias e eleitorais nas eleições de 2022. O alvo principal era Eurípedes Júnior. Ele não foi encontrado pela polícia e após quatro dias de fuga se rendeu e permanece preso desde então.
A defesa foi procurada e até a publicação da matéria não haviam respondido. O espaço permanece aberto.
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