O pedido do Ministério Público será analisado pelo Justiça Eleitoral. O PSB enviou representação contra Marçal no final de julho, questionando o que chamou de “estratégia de cooptação” irregular de seguidores para divulgar conteúdos eleitorais, alguns deles com abordagem positiva para Marçal e negativa para seus adversários.
A acusação trata da prática de Marçal de pagar seus seguidores para repassarem trechos de seus vídeos nas redes sociais. O pré-candidato do PRTB tem 13 milhões de seguidores no Instagram e 2,6 milhões em TikTok.
No pedido à Justiça Eleitoral, protocolado neste sábado (17), o procurador Fabiano Augusto Petean apontou para a prática de abuso de poder económico, com potencial para desequilibrar as eleições a favor de Marçal. Na peça, o procurador lembra que o incentivo remunerado é proibido pela legislação eleitoral.
“Ao incentivar o eleitorado a propagar mensagens eleitorais pela internet, o candidato, sem declarar a forma de pagamento e computar financeiramente os fatos em contas transparentes ou documentação capaz de demonstrar a lisura das contas, aponta para um valor financeiro não declarado, indocumentado e sem condições para relacionar os limites econômicos utilizados para ‘incentivar eleitoralmente’ tais comportamentos, desequilibrando a campanha eleitoral”, afirma Petean.
O PSB utilizou reportagens do jornal “O Globo” e do site Núcleo Jornalismo como referências para comprovar condutas irregulares. “O Globo”, em junho, identificou pelo menos 50 perfis dedicados a compartilhar o conteúdo feito pelo empresário com promessa de retorno financeiro. O Centro, na semana passada, mostrou que o canal “Discord do Marçal” promete dar prêmios de R$ 300 a R$ 7 mil aos seguidores que atingirem a meta de audiência.
Segundo o procurador, o então pré-candidato não declara a forma de pagamento nem regista esses factos nas contas, o que “compromete sistematicamente as contas a analisar”.
“Com o maior respeito, não se sabe de onde vieram os recursos utilizados para divulgar o nome do investigado, nem quanto dinheiro foi utilizado naquele momento”, afirmou.
Petean pede que Marçal seja punido com inelegibilidade oito anos e negação ou revogação de diploma eleitoralalém da suspensão liminar da candidatura até o julgamento do caso. O promotor também pergunta ao quebra do sigilo fiscal e bancário das empresas de Marçal, além de solicitar ao candidato que informe os valores pagos a quem compartilhou os vídeos e a origem dos recursos.
A defesa de Marçal ainda se manifestará no processo. A assessoria do candidato foi procurada, mas ainda não se pronunciou sobre o pedido do Ministério Público Eleitoral.
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