O secretário executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro, disse esta terça-feira ao Valor que a nova portaria que regulamenta a emissão de debêntures incentivadas e a infraestrutura do setor já foi finalizada e será publicada na próxima semana. Segundo ele, a minuta de regras, submetida à consulta pública em maio, recebeu diversas contribuições do setor, de entidades representativas, como a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), e a Comissão de Valores Mobiliários (CVM). .
Santoro afirma que, a partir do Decreto 11.964, de 26 de março, que regulamentou a lei que criou as novas debêntures de infraestrutura, cujo incentivo fiscal é dado ao emissor, e não ao comprador, e passou a disciplinar as incentivadas, que conferem isenção fiscal para pessoas físicas, o ministério optou por emitir autorizações específicas projeto a projeto, para que o setor não ficasse paralisado. Isso porque o decreto estabeleceu que cada ministério deveria publicar uma portaria com regras genéricas, o que permitiria uma espécie de autodeclaração do enquadramento.
“Tenho que cumprir um rito burocrático antes de publicar a portaria”, explica Santoro. “Preciso elaborar uma minuta, fazer uma consulta pública, depois uma análise de impacto regulatório e só depois posso publicar a portaria.” Por isso, comenta, consultou a Advocacia-Geral da União (AGU), que recomendou autorizações específicas, projeto a projeto, de debêntures incentivadas pelas regras da Lei 12.431.
Segundo dados do ministério, foram autorizados seis projetos subnacionais e quatro projetos federais envolvendo debêntures incentivadas, totalizando R$ 5 bilhões, sendo um (Concessionária do Rodoanel Oeste SA) em abril e dois no final de junho. Segundo a agência, sete operações ainda vão para o mercado. O entendimento do ministério é que os projetos federais não necessitam de autorização por portaria, apenas de análise de enquadramento e nota técnica formalizando sua inclusão. Para os subnacionais, a portaria é necessária.
Santoro afirma que a agência ainda não recebeu pedidos de emissão de debêntures de infraestrutura. Para ele, como ainda existem dúvidas em relação ao novo instrumento, como a incidência de incentivos fiscais, ainda levará algum tempo para que essa exigência aconteça.
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