O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) iniciou, nesta segunda-feira (26), uma Mobilização Nacional para Identificação de Pessoas Desaparecidas. A ação, coordenada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), tem três etapas: coleta de amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas; impressões digitais de pessoas vivas com identidades desconhecidas; e impressões digitais de cadáveres não identificados.
De janeiro a julho deste ano, 45.670 pessoas desapareceram e 30.016 foram encontradas, segundo painel do MJSP. Em termos de género, 29.498 eram homens e 15.833 eram mulheres. Os dados mostram ainda que 32.415 desaparecidos têm mais de 18 anos, enquanto 12.148 têm menos de 17 anos.
Os estados de São Paulo, Rio Grande do Sul e Minas Gerais são os que apresentam maior número de desaparecidos. São Paulo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os que possuem mais localidades.
Na avaliação do secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, a mobilização nacional é fundamental para aumentar a base de dados. “Estamos aí com cerca de 60% dos casos resolvidos. Queremos chegar a 80%, 90% porque hoje a base de DNA que temos é muito maior e queremos aumentar a base porque o trabalho que é feito com isso. conseguiremos resolver muitos problemas e encontrar muitas pessoas, e sempre com a expectativa de que essas pessoas estejam vivas”, disse Sarrubbo durante cerimónia no Palácio da Justiça.
“Muitas vezes são pessoas em abrigos, hospitais, com algum problema mental, por exemplo, com problemas de saúde mental que não conseguem se identificar e com o ADN conseguiremos devolver essas pessoas às suas famílias”, acrescentou o secretário.
Sarrubbo manifestou preocupação com o número de crianças e adolescentes desaparecidos. A este respeito, disse que o difícil é compreender e uniformizar as tendências que levam a estes desaparecimentos. Segundo ele, a secretaria tem trabalhado para superar esse obstáculo.
“Temos um problema que é o seguinte: cada estado acaba cadastrando de uma forma diferente, queremos unificar a forma de cadastramento para podermos trabalhar as tendências e entender a lógica que informa esses desaparecimentos porque os motivos, no que diz respeito sabemos, são os mais variados possíveis”, destacou. «Mas há uma tendência e só conseguiremos identificar e conhecer essa tendência de forma eficaz quando tivermos uma norma de registo e com essa norma os estudos permitirão até fazer um trabalho preventivo», acrescentou.
Os materiais genéticos coletados farão parte da Rede Integrada de Bancos de Perfis Genéticos (RIBPG). Até 30 de agosto será possível doar material em qualquer um dos quase 300 pontos de coleta espalhados pelo país. Segundo o ministério, o DNA coletado não será utilizado para outros fins que não a identificação de pessoas desaparecidas.
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