Em um dia com agenda vazia tanto no Brasil quanto no exterior, o mercado está praticamente focado nos Estados Unidos. Primeiro, porque há discursos de dois diretores do Federal Reserve (Fed, banco central americano). Além disso, o candidato republicano Donald Trump ganhou mais força nas pesquisas após o ataque contra ele no fim de semana passado, o que ajudou o dólar a subir e a bolsa a derreter no pregão de ontem (18). Aqui, investidores digerir o anúncio do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, de que haverá contenção de R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano para manutenção da meta fiscal. Embora o número fosse menor do que o mercado desejava, era maior do que alguns imaginavam. Além disso, o dia também é marcado por uma pane nos sistemas da Microsoft, o que poderá afetar os mercados ao redor do mundo.
Ontem (18), Haddad anunciou a contenção como forma de manter o déficit fiscal entre zero e 0,25% do Produto Interno Bruto. O ministro também falou sobre o “pente fino” que o governo pretende fazer nos programas sociais para reduzir mais gastos identificando fraudes, por exemplo. Segundo Haddad, a previsão da meta anualizada continua em R$ 25,9 bilhões para o próximo ano. Porém, quando questionado se Lula estava convencido da necessidade do bloqueio, Haddad não quis responder. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, intercedeu: “na época ele já estava convencido, hoje foi muito fácil. É muito fácil”. Depois, Haddad disse que se fez o anúncio foi porque Lula estava convencido.
Os números foram inferiores ao que o mercado pretendia, mas mais do que temia e poderão ter um efeito positivo no pregão de hoje. Especialmente depois A própria Tebet afirmou ontem que o contingenciamento de gastos do governo “deveria focar no que resta”, o que levou o mercado a temer mais uma vez uma possível falta de responsabilidade fiscal do governo.
Mas isto não significa que o mercado hoje será pacífico. A tese de que uma possível eleição de Donald Trump acontecerá vem ganhando força. E, se isso acontecer, o governo republicano deverá aumentar as tarifas de importação, reduzir os impostos e limitar a entrada de imigrantes. Esse “pacote”, aliás, já ganhou até o nome de “Trump trade” (ou “fator Trump”) no mercado. Esta política mais intervencionista, segundo analistas, deverá reflectir-se em taxas de juro mais elevadas. Portanto, a “corrida ao dólar” já começou a acontecer. Não à toa, a moeda chegou ontem a R$ 5,59.
Em todo o caso, pelo menos por agora, os sinais são de que as taxas de juro poderão cair, dado que a inflação mostrou que está a voltar ao bom caminho. Por isso, o mercado está atento aos discursos de John Williams, presidente do Fed de Nova York, e de Raphael Bostic, presidente do Fed de Atlanta hoje. O primeiro participa do evento às 11h40 de Brasília e o segundo fala às 14h no horário local.
Por fim, o dia ainda é marcado por uma interrupção global nos sistemas da Microsoft. Segundo agências internacionais, milhares de trabalhadores não conseguiram fazer login nos seus computadores esta manhã, o que afetou empresas dos mais variados segmentos, desde bancos a cuidados de saúde e até companhias aéreas.
Segundo o jornal Financial Times, na Europa, companhias aéreas e aeroportos alertaram para as oscilações. Ainda segundo a publicação, a Administração Federal de Aviação dos EUA disse que Delta, United e American Airlines solicitaram a suspensão dos voos que estavam prestes a decolar.
Ainda segundo agências estrangeiras, a Microsoft afirmou que há dois problemas ocorrendo ao mesmo tempo. Um deles está em seus sistemas de nuvem Azure, enquanto o outro apareceu após a atualização dos serviços de segurança cibernética fornecidos pela CrowdStrike.
No início desta manhã, as ações da Microsoft (MSFT) e CrowdStrike (CRWD) caíram em Nova York.
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