Analistas do mercado financeiro esperam um contingência de despesas abaixo do necessário para atingir a meta de zero défice primário este ano.
Na visão dos economistas, o relatório de receitas e despesas, que sai no dia 22, envolve um congelamento entre R$ 10 bilhões e R$ 20 bilhões para este ano. O valor, porém, deve ser inferior ao que o mercado considera necessário para atingir o objetivo fiscal.
“O que parece é que o governo faria algo na faixa dos R$ 10 bilhões, abaixo do que seria um bom número”, afirma o ex-secretário do Tesouro Carlos Kawall, sócio-fundador da Oriz Partners. Segundo ele, um contingenciamento “mais convincente” seria na faixa dos R$ 30 bilhões, mas considerando também o aumento das receitas, o reajuste deveria ser ainda maior, até R$ 60 bilhões.
O Itaú avalia que o bloco de gastos deveria ser de pelo menos R$ 20 bilhões, mas que, “idealmente”, o valor deveria ficar mais próximo de R$ 30 bilhões, segundo relatório assinado pelo economista-chefe Mário Mesquita. Para o Santander, seria necessário um congelamento de gastos de R$ 35 bilhões, segundo a equipe liderada pela economista Ana Paula Vescovi.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse nesta terça-feira que o governo pode implementar um bloqueio e um contingenciamento para garantir o cumprimento do marco fiscal e da meta deste ano, respectivamente, mas que o tema ainda não foi discutido com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A fala ocorreu após Lula lançar mais uma vez dúvidas sobre o compromisso fiscal. O petista afirmou que “não é obrigado a traçar uma meta e alcançá-la” se decidir que “tem coisas mais importantes para fazer”, em entrevista à TV Record. O importante é que o país esteja crescendo, segundo o presidente.
Para Roberto Secemski, economista para o Brasil do Barclays, o governo pode adotar uma estratégia de anunciar gradativamente o congelamento de gastos nos próximos relatórios bimestrais. Considera, no entanto, que antecipar os cortes “poderia aumentar mais a credibilidade do que fazer os ajustes necessários de forma fragmentada”.
“Não creio que o governo opte por fazer tudo de uma vez. Ganhe tempo e reveja a projeção de receita”, afirma o economista-chefe da Warren Brasil, Felipe Salto.
Diante do ceticismo, o economista Laiz Carvalho, do BNP Paribas, acredita que um número baixo, cerca de US$ 10 bilhões, já está nas contas dos investidores. “O mercado só teria reação negativa se saísse um número inferior a esse”, enquanto um número mais próximo de R$ 35 bilhões seria bem recebido.
Os economistas estão preocupados principalmente com o aumento das despesas ligadas ao salário mínimo, já que Lula prometeu manter a regra do aumento real, o que ajuda a aumentar o déficit da Previdência Social. Os investidores também continuam céticos quanto à meta de fechar o déficit até 2025, apesar do corte de R$ 25,9 bilhões já anunciado para o orçamento do próximo ano.
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