As instituições financeiras aumentaram “ligeiramente” o apetite ao risco, segundo o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central (BC). Em ata da última reunião divulgada nesta quarta, o colegiado avaliou que era importante que os intermediários financeiros preservassem a qualidade das concessões. Na ata anterior, da reunião realizada em maio, a avaliação era de aumento do apetite ao risco em um ambiente que exigia atenção.
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A avaliação do Comef é que o mercado de crédito continuou acelerando “moderadamente” desde o primeiro semestre deste ano “em linha com a atividade econômica, que tem apresentado crescimento acima do esperado”.
O Comef é formado pela diretoria colegiada do BC e avalia as condições econômicas para manter a estabilidade financeira. A ata destaca que houve aceleração no ritmo de crescimento do crédito às famílias em todas as modalidades, “o que requer atenção num contexto de endividamento e comprometimento de renda historicamente elevados”. Quanto às empresas, também houve crescimento no ritmo, “mas não se notou nenhuma alteração relevante nos critérios de concessão”.
O comitê também destacou que as provisões das instituições financeiras são adequadas e acima das estimativas de perdas. Segundo o Comef, a “ligeira piora” na qualidade do crédito concedido às famílias “ainda não se transformou num aumento na materialização de riscos”. Contudo, o crédito rural “apresenta maior materialização de risco”.
No caso das micro, pequenas e médias empresas, o painel destacou que houve pouca variação nos critérios de concessão, o que indica um nível estável de materialização.
O Comef identificou que os níveis de capitalização e liquidez do Sistema Financeiro Nacional (SFN) estão em níveis acima das exigências prudenciais. Portanto, a avaliação é que o capital e os ativos líquidos são suficientes para absorver perdas “em cenários de estresse”.
O Comef destacou ainda que houve aumento na rentabilidade do SFN, “influenciado pelo crescimento das margens de crédito e pelos temores de serviços”. A ata também mostrou que os resultados dos testes de estresse mostram que o sistema é resiliente.
Assim como da última vez, o Comef destacou que o impacto mais severo seria um cenário de quebra de confiança no regime tributário. Além disso, o painel observou que os testes indicam que o SFN tem capacidade de absorver os impactos sobre o capital das alterações regulatórias “que entrarão em vigor, de forma faseada, a partir de janeiro de 2025, referentes aos conceitos e critérios contábeis aplicáveis aos instrumentos financeiros e ao cálculo do capital necessário para risco operacional”.
A diretoria destacou ainda que está atenta à “dinâmica das cadernetas de poupança e demais instrumentos de captação de crédito imobiliário”. Há uma demanda dos atores do setor imobiliário para liberar os depósitos compulsórios de poupança para viabilizar mais crédito habitacional.
Quanto ao mercado de capitais, o painel destacou que “continua a ganhar representação como fonte relevante de financiamento, especialmente para as grandes empresas”.
Tragédia no Rio Grande do Sul
Na avaliação do Comef, as medidas adotadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) e pela autoridade monetária no contexto das enchentes no Rio Grande do Sul foram capazes de “preservar as condições necessárias” para a prestação “adequada” de serviços pelo SFN às famílias e empresas afetadas.
Segundo a ata do Comef, o BC continua monitorando a intermediação financeira na região “não percebendo alterações sistemicamente relevantes na liquidez, no risco de crédito ou nas captações das instituições financeiras que ali operam”.
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