Depois de mostrar sinais de enfraquecimento no início do ano, com a procura de voos a permanecer abaixo dos níveis pré-pandemia durante vários meses, indústria aérea permaneceu acima ou no mesmo nível dos resultados de 2019 por três meses consecutivos em julho. Os dados foram divulgados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Os números, segundo o próprio regulador, demonstram apoio à recuperação, importante para o setor em um momento de necessidade de melhoria de margens, com todas as companhias aéreas saindo de um segundo trimestre apertado devido à crise no Rio Grande do Sul. Paralelamente, a crise do Voepass após um acidente que matou 62 pessoas foi monitorado de perto em todo o setor.
A demanda por transporte aéreo de passageiros (medida em RPK, ou receita por passageiro por quilômetro) aumentou 5,6% em julho em relação ao mesmo período de 2023. A oferta (medida em assento oferecido por quilômetro, ou ASK) aumentou 4,6% no mesmo período. base.
Comparativamente aos dados de julho de 2019, antes da pandemia, o crescimento da procura foi de 5,5%, enquanto a oferta subiu 5,6%. No mês de julho foram movimentados 8,5 milhões de passageiros no mercado nacional, 0,1% acima do registado em julho de 2023. No mercado internacional, os movimentos de passageiros totalizaram 2,3 milhões, um crescimento de 17% face a julho do ano passado.
Em nota, a Anac destacou a recuperação dos indicadores em relação à pré-pandemia. Em comparação, o movimento de passageiros no mercado interno registou aproximadamente os mesmos números, enquanto o mercado internacional apresentou um crescimento de 4,3%.
“Este é o terceiro mês consecutivo em que os principais números do setor demonstram estabilidade ou crescimento em relação aos resultados de 2019, o que significa que o setor conseguiu retornar, neste momento, aos níveis de movimento pré-pandemia”, disse a Anac.
Crise no Rio Grande do Sul
A boa demanda é fundamental para que o setor consiga mitigar os pesados prejuízos causados pela crise no Rio Grande do Sul. Junto, Latam, Azul e Meta teve quase meio bilhão de reais de impacto negativo nos números, com os gaúchos praticamente desaparecendo do mercado aéreo.
Com esse cenário, a Gol registrou prejuízo líquido de R$ 3,9 bilhões, o maior prejuízo desde o início da história da série. Valor pró, em 2008. A Azul teve o maior prejuízo desde o primeiro trimestre de 2020, com resultado negativo de R$ 3,8 bilhões. A taxa de câmbio foi um fator central, mas isso não significa um efeito imediato no caixa, pois é um ajuste em reais do valor das dívidas em dólares, muitas das quais vencem no longo prazo.
Atrasos nas entregas de aeronaves
Outro fator que comprometeu os resultados foi a atrasos nas entregas de aeronaves. As barragens são um reflexo da ainda complexa cadeia de abastecimento.
Com isso, a Azul viu sua oferta de assentos em voos internacionais cair 8% no segundo trimestre, na comparação anual. A aposta da Azul é melhorar a oferta fora do Brasil, com a chegada de mais aviões.
Acidente de avião Voepass
Embora atualmente tenha uma situação financeira melhor do que seus pares, a Latam também tem uma crise para enfrentar: o Acidente de voo Voepass em Vinhedo, interior de São Pauloque matou 62 pessoas. A Latam é parceira da companhia aérea e o voo envolvido no acidente foi operado sob acordo de codeshare entre as duas empresas.
A companhia aérea chilena ajudou seu parceiro na emissão de debêntures conversíveis, que dão à Latam o direito de converter seu investimento em até 30% das ações do grupo Voepass. Nos bastidores, fontes destacaram que a sobrevivência da empresa está mais uma vez nas mãos da Latam.
A principal hipótese para o acidente hoje é o acúmulo de gelo nas asas do Voepass ATR. A investigação, porém, deve ser divulgada nas próximas três semanas.
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