Com parte do salário bloqueado pelo ministro Alexandre de Moraesdo Supremo Tribunal Federal (STF), senador Marcos do Val (Podemos-ES) ameaça “passar” para o Senado. Do Val tem à disposição um imóvel funcional em Brasília, mas afirma não ter dinheiro para pagar a conta de luz do apartamento, localizado em área nobre da capital. Ele também teve hospedagem em hotel paga pelo senador Davi Alcolumbre (União-AP).
Apesar das ameaças de dormir na Câmara durante toda a semana, o parlamentar não passou uma noite inteira lá até o momento, segundo funcionários do Senado.
“Não tenho salário, não tenho dinheiro para me alimentar, tenho que pedir ao meu orientador que me ajude a dividir o que eles têm, porque não vou aceitar dinheiro, senão vão pensar que é uma farsa . Não estou louco para fazer isso. Então, estou vindo para cá com minhas roupas e vou ter que morar no Senado. Não no meu escritório, porque é onde trabalho. Vou procurar algum corredor e vou deitar e dormir”, disse Do Val, em plenário, nesta quarta.
Ele também reclamou de não ter dinheiro suficiente para contratar alguém para preparar suas refeições. “Não estou aqui para protestar, é porque não recebo pagamento há dois meses. Não posso mais pagar um criado para poder cozinhar minha própria comida; Não tenho condições de pagar a luz do apartamento funcional, porque muita gente acha que é tudo de graça; Não tenho recursos para fazer compras no supermercado; Não tenho recursos para pegar um Uber para ir comprar remédios na farmácia. Não tenho absolutamente nada”, declarou.
Na segunda-feira (2), Alexandre de Moraes autorizou a liberação de 30% do salário do parlamentar, cujo valor bruto é de R$ 44 mil, para sua “subsistência”.
Cerca de um mês antes, no início de agosto, o ministro do STF determinou o bloqueio de até R$ 50 milhões das contas bancárias de Marcos do Val por descumprimento de ordens judiciais – a decisão atinge todos os subsídios, inclusive os recursos de compensação que ele recebeu . receberia para manter o mandato.
Nesta semana, o senador exibiu extrato de uma de suas contas mostrando saldo negativo de R$ 49,9 milhões.
Marcos do Val é investigado por expor e agredir nas redes sociais delegados da Polícia Federal (PF) que investigam o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e seus apoiadores.
Ontem, vários senadores da oposição saíram em defesa de Marcos do Val. O líder do Podemos na Casa, Rodrigo Cunha (AL), anunciou que entrará com pedido para submeter a decisão de Moraes ao plenário.
Cunha considera que qualquer medida que possa interferir no pleno exercício do mandato parlamentar deverá ser submetida às respectivas Casas Legislativas.
Em resposta, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), afirmou que tomou medidas técnicas por meio da Advocacia do Senado para recorrer da decisão de Moraes e que analisará a possibilidade de a Câmara adotar novas medidas.
“O ponto de ordem foi colocado para análise da Presidência. Vossa Excelência propõe que, além da defesa técnica, dos recursos que estão sendo interpostos na esfera judicial, outras medidas possam ser avaliadas pela Mesa Diretora do Senado Federal. A questão está resolvida”, disse o presidente do Senado a Cunha.
Pacheco recorreu da decisão de Moraes, alegando que ela não atinge apenas o parlamentar, mas “viola a dignidade da pessoa humana”.
O ministro negou o pedido dizendo que o presidente do Senado não tem legitimidade para solicitar a liberação de bens.
Dias depois, porém, ele acatou o pedido da defesa do senador para que pudesse ter 30% dos recursos liberados.
Na noite desta terça-feira (3), o presidente do Senado conversou alguns minutos com Marcos do Val sobre o caso.
O Valor apurou que membros da direção do Senado chegaram a sugerir que o parlamentar tirasse licença do cargo, mas ele não aceitou.
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