Tendo amenizado parte do estresse nos mercados internos devido à questão fiscal, hoje os ativos locais podem mais uma vez ser guiados por eventos externos – embora não possam ser descartados ajustes adicionais no prêmio de risco, dado o forte movimento das últimas semanas e também o mercado americano feriado ontem. De qualquer forma, o destaque do dia deve ser a divulgação dos dados do mercado de trabalho nos Estados Unidos. Após uma série de indicadores econômicos mais moderados, apontando para a perda de força da economia americana, a folha de pagamento de junho, se mais fraca, poderá alimentar ainda mais expectativas em torno do corte da taxa de juros pelo Federal Reserve (Fed) este ano.
Economistas consultados pelo “The Wall Street Journal” projetam uma geração de 200 mil empregos nos EUA em junho, a um ritmo mais lento, depois da criação de 272 mil empregos em maio. Além disso, espera-se que os ganhos salariais desacelerem e aumentem 0,3% em junho, depois de terem aumentado 0,4% na leitura mensal em maio versus abril. A taxa de desemprego deverá permanecer em 4,0%.
Caso os números se mostrem mais fracos ou alinhados, com tendência de desaceleração na criação de empregos, os investidores poderão entender que a pressão inflacionária no mercado de trabalho está se dissipando, o que daria espaço para cortes nas taxas americanas. Perante isto, a curva de juros dos EUA poderia fechar-se e isso reflectir-se-ia nas taxas de juro globais. Além disso, o dólar perderia força a nível global, especialmente face às moedas dos mercados emergentes, que sofreram mais com os recentes ajustamentos nas expectativas em relação à Fed. Caso contrário, as incertezas poderão mais uma vez alimentar os rendimentos do Tesouro e fortalecer ainda mais a moeda americana de forma generalizada.
Enquanto no exterior o foco está no mercado de trabalho, aqui as atenções continuam voltadas para as discussões em torno da agenda econômica do governo. As medidas de revisão de gastos são agora o principal ponto de atenção. Ó Valor informa hoje que a área econômica do governo avalia que os cortes de R$ 25,9 bilhões nas despesas obrigatórias serão suficientes para equilibrar o Orçamento de 2025, mas não para o ano seguinte. Ainda assim, a eficácia da análise minuciosa dos programas sociais é vista com cautela pelos especialistas em contas públicas.
Até 22 de julho, quando o governo deverá divulgar o terceiro relatório bimestral de avaliação de receitas e despesas, os mercados se movimentarão de acordo com as expectativas em torno do que será apresentado em relação à agenda fiscal do governo para este e para os próximos anos. Ontem, o dólar continuou caindo de forma consistente, acumulando desvalorização de 3,15% em dois dias, o que também ajudou a afastar as chances de aumento da Selic neste ano. O mercado de ações, por sua vez, teve a quarta sessão consecutiva de valorização.
Pela manhã, o rendimento do Tesouro de dez anos caiu de 4,364% para 4,340%, enquanto o índice DXY caiu 0,14%, para 104.984 pontos. Os índices futuros de ações de Wall Street mostraram um viés otimista, com o S&P 500 subindo 0,04%, o Nasdaq subindo 0,14% e o Dow Jones permanecendo estável.
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