O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em entrevista ao jornal “O Tempo”, de Contagem (MG), negou que enfrente dificuldades para votar no Congresso, especialmente na “agenda aduaneira”, e que sofra possíveis infidelidade dos partidos centristas.
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“O governo aprovou tudo o que era importante no Congresso, com muito diálogo. A PEC da transição, antes mesmo de tomar posse, a reestruturação do governo, o marco fiscal, e principalmente a reforma tributária, que ninguém achava possível . O que existe são alguns grupos que tentam levantar questões de apelo e debate nas redes sociais. O governo não entrou nesses projetos. E o governo não tem aliança com o ‘centrão’, mas com deputados e partidos, para questões. que não são importantes para o governo, mas para o Brasil”, disse Lula ao jornal.
Lula disse ainda que não acha que o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL)está usando diretrizes alfandegárias para pressionar o governo.
Lula evitou apoiar publicamente o deputado federal Rogério Correia, seu correligionário, pela disputa eleitoral em Belo Horizonte (MG). O presidente afirmou que é preciso esperar “para ver como se consolidará a disputa eleitoral, as candidaturas e as alianças”.
“Como presidente, não quero entrar em disputas entre candidatos da base, do campo democrático. Mas vamos chamar a atenção para a importância de não eleger negacionistas, pessoas que negam a democracia, negam a ciência, negam a inclusão social”, disse. adicionado.
Relatório de Valor desta quarta-feira (26) mostra que o PT estuda retirar a candidatura de Rogério Correia para indicar o vice-presidente na chapa do prefeito Fuad Noman (PSD), em acordo com Gilberto Cassabpresidente nacional do partido.
A pesquisa Quaest divulgada no início deste mês mostra dois pré-candidatos, Correia e Fuad, empatados com 6% das intenções de voto.
O pré-candidato mais bem posicionado, segundo levantamento, é o deputado estadual Mauro Tramonte (Republicanos), com 25%. É seguido por Bruno Engler (PL) Isso é João Leite (PSDB)ambos com 11%. Duda Salabert (PDT) e Carlos Viana ficou com 6%.
Lula está em Minas Gerais nesta quinta-feira e, segundo fontes petistas, a viagem reflete uma estratégia que deve ser a tônica do partido para as eleições de outubro: o foco nas cidades médias, principalmente aquelas já governadas pelo partido.
O roteiro do presidente inclui duas cidades nesse perfil: Contagem e Juiz de Fora. Ambos são geridos por petistas que disputam a reeleição e são muito conceituados pela população.
Contagem é dirigida por Marília Campos. A cidade, na região metropolitana de Belo Horizonte, tem atualmente a maior população administrada pelo PT de todo o país. Portanto, reeleger o prefeito é prioridade absoluta do partido.
Mas na entrevista ao jornal “O Tempo”, ao ser questionado sobre como seria sua participação na campanha eleitoral no interior de Minas Gerais, Lula disse: “Respeito o papel de presidente da República. fazer campanha durante o horário de trabalho.”
Lula afirmou ainda, na entrevista, que o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), “é um grande nome” para concorrer ao governo do estado nas eleições de 2026, quando questionado por “O Tempo” se apoiaria ele.
Mas, sublinhou, “as eleições de 2026 estão longe”. “Nem o cenário de candidatos a prefeito em 2026 está consolidado, imagine o de governadores daqui a dois anos. Mas claro que o presidente do Senado é um grande nome, teve um papel importante na defesa da democracia”, disse.
Nos bastidores, Pacheco é visto como favorito para conseguir o apoio de Lula contra nomes apoiados pelo governador Romeu Zema (Novo) e pelo bolsonarismo.
Pacheco acompanha Lula na viagem a Minas Gerais. Na saída, os dois aproveitaram para discutir o renegociação da dívida do estado. Até o início da noite de ontem, a participação de Pacheco na comitiva não havia sido confirmada. O presidente do Senado, porém, mudou de ideia ao ser convidado pelo próprio Lula, segundo pessoas próximas.
Em conversa privada, Pacheco conversou com Lula sobre o projeto de sua autoria, que deverá ser apresentado na próxima semana, sobre a renegociação da dívida dos Estados. Após conversas com a equipe econômica, foi necessária a aprovação do petista para que o assunto avançasse.
Os interlocutores de Pacheco dizem que o Presidente da República aceitou a inclusão da venda de activos do Estado à União – como empresas públicas, imóveis e créditos a receber – como uma das formas de reduzir parte da dívida. Esta foi a principal afirmação de Pacheco.
Além disso, ambos concordaram em algumas alterações nos percentuais de redução do índice da dívida de acordo com cada uma das condições.
A ideia é que o indexador seja baseado apenas no IPCA e que os Estados possam reduzir os juros em até quatro pontos percentuais a partir de determinadas condições, como transferência de ativos estatais (1,5%), investimentos em educação, infraestrutura e segurança ( 1,5%) e transferências para um fundo de equalização do Estado (1%).
Na entrevista ao “O Tempo”, Lula foi questionado sobre o processo de renegociação da dívida de Minas Gerais com a União, já da ordem de R$ 170 bilhões, o presidente disse que o governo federal está totalmente disposto a negociar uma solução.
“O ministro [da Fazenda Fernando] Haddad conversa com o senador Rodrigo Pacheco e o governador [Romeu] Zema [Novo] para construir uma solução adequada. Há diversas alternativas em cima da mesa, como, por exemplo, a sugestão do senador de federalizar empresas mineiras, como Cemig e Codemig. Com seriedade e comprometimento com o povo mineiro chegaremos a uma solução”, afirmou.
Julia Lindner e Caetano Tonet, de Brasília, colaboraram
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