O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que o conselheiro especial da Presidência e antigo Ministro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, deve embarcar hoje para o Venezuela. A razão é que, neste domingo, os eleitores do país devem decidir se vão reeleger o atual presidente, Nicolás Maduroou se optarão pelo candidato da oposição, Edmundo González Urrutia.
O assunto está sendo acompanhado de perto pelo governo brasileiro porque as eleições presidenciais na Venezuela caminham para um cenário incerto que pode resultar em uma situação constrangedora para a administração petista. Isto porque todos os esforços de Lula para conciliar uma saída para o regime de Nicolás Maduro fracassaram e, agora, existe um medo crescente de que o resultado das eleições intensifique mais uma vez o clima no continente.
A última tentativa de pacificação envolveu até o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, que tem se concentrado no impasse. Há algumas semanas, Petro abordou o presidente brasileiro para ver se poderia contar com o seu apoio numa proposta para que tanto Maduro como Edmundo González Urrutia assinassem uma espécie de anistia política. Dessa forma, qualquer que fosse o candidato vencedor, o outro lado teria imunidade.
Ó Valor constatou que, ao ouvir a proposta, Lula concordou, o que foi fundamental para que o presidente colombiano levasse a ideia adiante. A sugestão também incluía a realização de um plebiscito para que o próprio povo venezuelano pudesse apoiar a anistia nas eleições presidenciais. Apesar de todo o esforço, segundo interlocutores, tanto Maduro como Urrutia não quiseram chegar a um acordo e esta solução perdeu força.
A questão é delicada porque existe uma preocupação comum no Brasil e na Colômbia com o longo período entre as eleições venezuelanas e a posse do novo presidente. Na prática, decorrem quase seis meses entre os dois marcos. Caso ocorresse uma ofensiva do vencedor contra o perdedor, isso poderia repercutir em toda a região, inclusive no Brasil, que tentou se posicionar como mediador da situação do país vizinho.
Esta não foi a única tentativa fracassada de Lula de resolver a crise na Venezuela. O presidente brasileiro também intermediou contatos com a União Europeia (UE) para que o bloco enviasse observadores às eleições venezuelanas – o que traria mais legitimidade ao resultado eleitoral.
Como condição para permitir isso, Maduro pediu, por sua vez, o levantamento das sanções político-económicas que a UE mantém contra o país sul-americano. Ó Valor apurou que Lula tentou então convencer a UE a aceitar este pedido, mas ouviu dizer que não haveria tempo suficiente para esta operação, pois isso exigiria aprovações dos vários países que compõem o bloco europeu. Ao levar a tréplica a Nicolás Maduro, o presidente brasileiro finalmente se convenceu de que o imbróglio não teria um final positivo.
A todas estas tentativas somam-se também os constrangimentos deixados pela impossibilidade de a oposição venezuelana competir com os nomes que inicialmente pretendia. Isto porque Corina Yoris, candidata presidencial indicada pela Plataforma de Unidade Democrática (PUD), não conseguiu inscrever-se nas eleições dentro do prazo, facto que gerou repercussão internacional. Ela havia sido indicada para a disputa pela ex-deputada María Corina Machado, vencedora das prévias da oposição e que também foi inelegível por 15 anos pela Justiça do país em 2023.
A decisão da Venezuela de barrar dois nomes da oposição causou irritação em Lula, que expressou desconforto com esta situação em eventos públicos. Todos esses episódios acabam enfraquecendo um dos principais objetivos do governo petista neste terceiro mandato do presidente: ajudar a acabar com a crise venezuelana para gerar unidade no grupo Mercosul.
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