O líder do governo no Senado, Jaques Wagner (PT-BA)recebeu luz verde do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) eliminar o aumento da alíquota da Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL) do projeto de lei que estabelece remuneração para alívio da folha de pagamento de 17 setores intensivos em mão de obra e municípios com até 156 mil habitantes.
- Leia mais:
- Governo deverá propor novos critérios para distribuição de emendas parlamentares
- Reforma tributária: Imposto sobre herança pode mudar; entender
Segundo ele, “o martelo foi martelado” em reunião realizada nesta segunda-feira (12) no Palácio do Planalto. Além de Lula e Wagner, que é relator do projeto, os ministros Fernando Haddad (Fazenda), Alexandre Padilha (Relações Institucionais) e o secretário executivo de Finanças, Dario Durigan.
“O martelo foi batido ontem com todo mundo [governo] em cima da mesa”, declarou Wagner.
A proposta de aumento da CSLL foi proposta do Tesouro para compensar a isenção, pois o departamento considerou insuficientes as medidas apresentadas pelo Senado. Rejeitada pelos parlamentares, a proposta poderá voltar à tona caso as propostas do Congresso se mostrem insuficientes.
Entre as propostas apresentadas pelo Senado para compensar a isenção estão medidas como a repatriação de recursos do exterior, a atualização de ativos, a criação de uma espécie de ‘Unwind’ de multas aplicadas por agências reguladoras e a tributação para compras internacionais de até a US$ 50.
Segundo Wagner, também foi decidido que o governo implementará os programas previstos no projeto o mais rápido possível por meio de decretos. A edição de medidas provisórias também não está descartada.
“Se depender de medida provisória, ele vai publicar e não vejo problema em ser aprovada”, ressaltou. “Era para ter sido feito ontem, não precisa esperar”, acrescentou Jaques.
Além das sugestões do Senado, o parecer de Wagner deverá incluir o pente fino que será feito nos benefícios previdenciários e assistenciais.
O modelo de desoneração da folha de pagamento para setores da economia foi instituído em 2011, como forma de estimular a geração de empregos, e já foi prorrogado diversas vezes.
É um modelo de substituição tributária, em que os segmentos afetados contribuem com uma alíquota de 1% a 4,5% sobre a receita bruta, em vez de 20% sobre os salários. Os 17 setores geram cerca de 9 milhões de empregos.
No ano passado, o Congresso prorrogou a medida até o final de 2027. Além disso, estabeleceu que cidades com população inferior a 156 mil habitantes poderão ter suas contribuições previdenciárias reduzidas de 20% para 8%.
O texto, porém, foi vetado pelo presidente Lula. Posteriormente, o veto presidencial foi derrubado pelo Congresso e, em resposta, o Executivo enviou uma medida provisória (MP) prevendo novamente o fim dos dois tipos de isenção.
A iniciativa mais recente nesse processo de negociação é a busca de um acordo entre governo e Congresso quanto à compensação da medida.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo