A revitalização do mix de lojas, a abordagem focada na experiência única do consumidor, a inclusão de novos serviços e a imersão na jornada digital fazem parte da estratégia dos shopping centers para atrair público, fechar mais contratos de locação e manter alta taxa de ocupação de espaços.
O aluguel de lojas é a principal fonte de receita (74%, em média) do setor. A receita total de R$ 194,7 bilhões em 2023 foi 1,5% superior à do ano passado. Para 2024, a expectativa da Associação Brasileira de Shopping Centers (Abrasce), que representa os 639 empreendimentos no país, é de alta de 3,9%.
Os dados da entidade revelam ainda um ligeiro aumento na taxa de ocupação dos shoppings: 94,4% em 2022 e 94,6% no ano passado. No primeiro trimestre deste ano, o índice foi de 94,8%. Outro indicador relevante para o setor diz respeito ao total de 462 milhões de visitantes mensais registados em 2023.
Segundo Glauco Humai, presidente da Abrasce, o setor de shopping centers tem investido em estratégias que refletem a orientação de oferecer experiências que vão além do simples ato de comprar. “As empresas continuam atentas para atender às novas expectativas dos consumidores”, diz Humai.
Um exemplo citado pelo presidente da entidade é a distribuição de lojas voltadas para alimentação. Embora a maioria esteja concentrada em praças de alimentação, uma parte significativa delas está espalhada por shoppings ou áreas gastronômicas. Outra categoria que ganha força são os quiosques: já são 15.612 unidades instaladas, o que corresponde a uma média de 24 unidades por empreendimento.
A Iguatemi – que nos primeiros três meses do ano fechou 60 novos contratos de locação, registrou vendas de R$ 4,3 bilhões e planeja encerrar 2023 com taxa de ocupação de 97% – vem ampliando a presença de marcas internacionais em seus 16 shoppings. “Nossos empreendimentos estão localizados em bairros de alta renda”, explica Ciro Neto, vice-presidente comercial da empresa.
Além da espanhola Loewe, considerada uma das principais marcas de moda da atualidade, a Iguatemi assinou recentemente contrato de locação com a francesa Sephora, fortalecendo a presença de lojas de beleza em seu portfólio de estabelecimentos comerciais. Segundo Neto, a marca começará a operar nas unidades da rede em 2025.
A estratégia da Ancar Ivanhoe consiste em desenvolver um ambiente que integre gastronomia, lazer, bem-estar e diversão infantil. “A compra é uma consequência”, destaca Cecília Ligiero, diretora de marketing e inovação da empresa, para quem a revitalização do mix torna o shopping um espaço mais atrativo para o público e, consequentemente, para os lojistas.
O aumento do número de contratos de arrendamento assinados reflete o sucesso da estratégia. Responsável pela gestão de 24 centros comerciais, a grande maioria localizados em capitais, a Ancar Ivanhoe concluiu este ano 183 negociações. No primeiro trimestre, as vendas ficaram 13% acima do registrado no mesmo período de 2023 e a taxa de ocupação foi de 94,3%.
Para facilitar a interação entre o mundo físico e o digital, as lojas dos quatro empreendimentos que o Carrefour Property administra hoje funcionam como centros de entrega de produtos adquiridos online. “Os consumidores querem comprar onde, quando e como quiserem. E o varejo tem que se adaptar a isso”, observa Liliane Dutra, CEO da unidade que pertence ao Grupo Carrefour.
O cenário, porém, é diferente nas empresas não consolidadas, que não pertencem a grandes grupos. Localizadas em cidades pequenas ou mesmo em capitais, muitas estão lidando com vagas. Mauro Francis, presidente da Associação Brasileira de Lojistas de Compras Satélites (Ablos), está preocupado com o aumento do custo total de ocupação (CTO).
Composto por aluguel, condomínio e fundo de promoção, o CTO atinge principalmente as lojas satélites, que representam 65% dos 121 pontos comerciais dos shopping centers e são as principais fontes de receita que obtêm com locações. “Há lojistas que preferem se instalar nas ruas paralelas ao shopping porque o custo é menor e conseguem melhor desempenho”, diz Francis.
O aluguel é definido com base em um percentual do faturamento das lojas, acrescido de um valor mínimo garantido. A intenção da associação, que começou a mapear centros comerciais com vagas, é negociar contratos de arrendamento em condições mais favoráveis para permitir a ocupação de espaços vazios. Francisco defende a retirada do valor mínimo garantido, o que inviabiliza muitas operações em shoppings.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo