O Presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL)prometeu à bancada evangélica votar esta semana a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que amplia o imunidade fiscal de igrejas e templos religiosos para impostos sobre o consumo de bens e serviços.
A expectativa dos evangélicos é que o projeto seja votado nesta terça-feira. Segundo eles, com apoio do governo Lula (PT). “Há grandes chances de realmente ser votado hoje”, disse Valor o relator da PEC, deputado Fernando Máximo (União-RO).
A promessa feita pelo presidente da Câmara ocorreu numa reunião com ele há duas semanas, no anterior “esforço concentrado” devido às eleições autárquicas. A agenda desta semana ainda não foi divulgada por Lira.
Um possível obstáculo, segundo Máximo, é que Lira dispensou os deputados de registrarem presença em Brasília por causa do cancelamento de voos no domingo causado pela fumaça que atingiu parte do país devido aos incêndios na região Sudeste.
Essa dispensa, porém, fez com que o quórum para deliberações fosse ainda maior nesta terça, de quase 500 deputados, porque eles podem registrar presença de qualquer lugar do país pelo celular, sem precisar estar em Brasília. Para que a PEC seja aprovada é necessário o apoio de 308 dos 513 deputados em dois turnos de votação.
A PEC do deputado Marcello Crivella (Republicanos-RJ) garante o não pagamento de impostos pelas igrejas pela contratação de bens e serviços “necessários à formação de patrimônio, à geração de renda e à prestação de serviços”.
Os templos religiosos já tinham direito a este benefício sobre os seus bens, rendimentos e serviços “relacionados com as suas finalidades essenciais”, mas não sobre os por eles contratados, como, por exemplo, a compra de um carro, de mobiliário ou da conta de luz.
Na comissão especial da Câmara, onde a PEC foi aprovada por unanimidade, o projeto foi ainda ampliado para garantir a extensão dessa imunidade às entidades assistenciais e beneficentes mantidas por entidades religiosas, como creches, asilos, orfanatos, comunidades terapêuticas, mosteiros, seminários e conventos.
Os templos religiosos terão direito a créditos em dinheiro como reembolso de bens adquiridos, mas as regras e critérios para habilitação de entidades beneficiárias de imunidade fiscal só serão definidos em lei complementar a ser promulgada futuramente.
Segundo Fernando Máximo, o governo está de acordo com o texto atual da PEC e só haverá mudanças “semânticas” no plenário. “Tudo está lubrificado”, disse ele.
Partidos de esquerda tendem a ser contra esse tipo de proposta, mas cederam ao crescimento da direita entre os evangélicos e à tentativa do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aproximar-se deste segmento religioso.
Além disso, a bancada evangélica acredita que não haverá resistência ao tema devido à proximidade das eleições municipais, pois os candidatos não querem desagradar nenhuma parcela do eleitorado neste momento.
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