Ó Grupo latino-americano encerrou o segundo trimestre deste ano com um lucro líquido de US$ 145,5 milhões, aumento de 0,2% em relação ao mesmo período de 2023. O dado foi divulgado na noite desta quarta-feira (7) pela empresa.
Considerando ajustes (como variações cambiais, pagamentos variáveis de frota e remuneração de funcionários associados ao Plano de Incentivo Corporativo) o lucro foi de US$ 104,803 milhões, queda de 26,3% na comparação anual.
O grupo fechou o trimestre com receita total de R$ 3,029 bilhões, aumento de 13,2% na comparação anual. O bom momento veio com a força do setor de passageiros, cuja receita saltou 14,3%, para US$ 2,6 bilhões.
No trimestre, a Latam registrou salto na oferta de assentos (PERGUNTAR) de 16,2%. A procura de voos (medida em RPKou receita por passageiro por quilômetro) saltou 18,8%.
No trimestre, a empresa transportou 19,1 milhões de passageiros, aumento de 11,7%.
O “yield” (ou seja, o preço pago pelo passageiro para voar um quilómetro) caiu 3,8%, para 8,4 cêntimos. Já o taxa de ocupação subiu 1,8 pontos percentuais (pp), para 82,2%
O Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos de arrendamento) da empresa ao final do período foi de US$ 618,6 milhões, um aumento de 10,7%.
No trimestre, a Latam gerou US$ 177 milhões em caixa, excluindo o pagamento de dividendos de cerca de US$ 175 milhões. Ao final do trimestre, a liquidez da empresa era de US$ 3 bilhões, com US$ 1,853 bilhão em caixa e equivalentes de caixa — um salto de 21% na comparação anual.
A dívida líquida foi de US$ 5,2 bilhões, um aumento de 0,69%. A relação dívida líquida/Ebitdar nos últimos 12 meses foi de 1,9 vezes, ante 2,1 vezes ao final de dezembro.
A Latam destacou que a crise no Rio Grande do Sul tinha um impacto negativo no lucro operacional do grupo no segundo trimestre de cerca de US$ 25 milhões.
“Para o grupo latino-americano, isso [a suspensão dos voos no terminal de Porto Alegre] representava uma média de 24 frequências diárias no final de abril de 2024. Entre maio e junho, o grupo reafetou 12% desta capacidade para outros mercados, tanto nacionais como internacionais, e espera que 100% desta capacidade seja reafetada para outros aeroportos ou rotas em agosto”, disse a empresa.
Aviões menores para atender à demanda
O presidente da Latam Brasil, Jerônimo Cadierdisse que a empresa avalia aviões menor porte para sua operação e assim atender à forte demanda por transporte aéreo. Entre as aeronaves no radar estão o Embraer E2 e o Airbus A220que competem no segmento logo abaixo das famílias atualmente operadas pela Latam.
“Estamos enfrentando uma situação de restrição na disponibilidade de aeronaves. E isso nos fez, desde o ano passado, buscar alternativas para continuar crescendo”, disse o executivo, em teleconferência com jornalistas.
Airbus e Boeing têm enfrentado desafios para manter o cronograma de entrega para famílias maiores, em meio a uma cadeia produtiva ainda complexa.
“A Latam tem capacidade, está gerando caixa e quer continuar crescendo. Para fazer isso, precisa de aeronaves. Estamos avaliando e continuaremos avaliando todas as opções que existem. Ainda existe a opção de crescer com a frota que temos hoje. E também estamos mapeando como seria o crescimento com uma frota menor. Poderia vir da Embraer ou da Airbus”, disse Cadier.
O governo brasileiro tem pressionado a Latam para comprar aeronaves da Embraer. Hoje, apenas a Azul opera modelos da fabricante brasileira no mercado interno.
Ingressos podem subir com reforma tributária
Cadier também comentou sobre o design atual do reforma tributária, em discussão no Congresso Nacional. Segundo ele, a reforma poderá levar a passagem aérea no Brasil o subir entre 15% e 20%.
“Em todos os países, a aviação recebe tratamento diferenciado. No Brasil, isso não foi estendido ao transporte aéreo. Não seguimos o que todos os países [que usam o imposto IVA] seguido no mundo. Estamos a ver um texto que significa que as operações aéreas têm IVA de 27,5% [o próprio percentual ainda tem sido debatido] e com isso teremos que repassar para a tarifa”, disse o presidente da Latam Brasil.
“Quando calculamos os créditos e débitos neste futuro regime tributário, vemos que o volume de impostos arrecadados por qualquer companhia aérea aumentaria significativamente. Repassado para os preços, a tarifa subiria entre 15% e 20%, impactando na demanda Nossa intenção nos próximos meses é continuar discutindo com o Congresso”, afirmou Cadier.
O executivo destacou que mesmo com o benefício para a aviação regional, a nova tributação continuará a ser “muito violenta” para o setor. “Isso se aplica tanto internacionalmente quanto internamente”, disse ele.
O executivo destacou que o desenvolvimento da reforma contraria o que defende a equipe que estuda o texto: impacto neutro nos setores. “Para uns reduz o imposto, para outros aumenta. E a aviação está entre os setores que tiveram um aumento significativo no formato que está sendo discutido no Congresso”, afirmou.
O executivo lembrou que, com a reforma no modelo atual, o Brasil passaria a taxar as passagens internacionais. “Isso reduz a capacidade de crescimento das empresas. Isso reduz a capacidade dos brasileiros de voar para o exterior”, afirmou.
Questionado sobre o desempenho do mercado brasileiro, Cadier disse que a demanda tem mostrado força. Ele destacou o salto da empresa em destinos no país, de 43 antes da pandemia para 56. “Além da parceria com Voepassque trouxe mais 30 novas rotas para a nossa rede”, acrescentou.
Somente o mercado interno do Brasil representou 35% da receita de passageiros da empresa. Sozinha, Latam detém 42% do “market share” de voos dentro da América do Sul.
Cadier destacou que a empresa somou um milhão de assentos no mercado interno brasileiro no primeiro semestre em relação ao ano passado. “Estamos firmes na meta de colocar, este ano, três milhões de assentos a mais do que voamos em 2023 [no Brasil]”, disse, reforçando a projeção divulgada em dezembro passado.
O executivo destacou os bons resultados de satisfação dos clientes no Brasil, cujas métricas (NPS) saltaram de 33% em 2019 para 54%. “Nos passageiros mais ‘premium’, o NPS saltou de 32% para 59%”, relatou. Entre os fatores positivos para o indicador aqui, explicou, está o assento “econômica premium” nos voos domésticos.
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