Suporte unificado do Partido Democrático no Corrida presidencial dos Estados Unidos, ao atual vice-presidente, Kamala Harrissubstituindo o Presidente Joe Biden, que renunciou à disputa eleitoral neste domingo (21). A análise partiu do cientista político Hussein Kalout, ex-secretário de Assuntos Estratégicos do governo Michael Temer (2016-2018)pesquisador em Harvard e conselheiro do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cébri).
Kalout ressaltou que, embora Biden tenha pedido apoio ao nome de Harris, não é certo que ela será escolhida. Na opinião da especialista, embora ela seja um nome forte na disputa, ainda há muitas questões sem respostas.
“Isso vai depender do desempenho dela, caso ela seja confirmada como candidata oficial do Partido Democrata. É importante ressaltar que é muito difícil excluí-la do processo eleitoral”, afirmou.
“Mas haverá divisão em torno do nome dela [no partido democrata]? Quem será seu vice-presidente? De qual estado? Se o vice é um bom nome, mas de um estado que não está dentro dos ‘swing states’, isso ajuda ou atrapalha? É uma segunda avaliação que precisa ser feita”, frisou. Você ‘estados indecisos’ São estados americanos que em cada eleição escolhem nomes democratas ou republicanos, sem preponderância entre um ou outro.
Até agora, o republicano Donald Trump tem vantagem nesses estados, segundo as pesquisas. “Esses estados serão decisivos no âmbito do colégio eleitoral”, afirmou. Ele lembrou que, nos Estados Unidos, sistema eleitoral colegiado, todos os eleitores votam no vencedor do voto popular em seus respectivos estados.
Portanto, na opinião do especialista, o novo candidato democrata na corrida presidencial americana precisa ter mais chances de vencer nos ‘estados indecisos’, para ter chance nas eleições.
Além disso, outro aspecto reforçado pelo cientista político é a necessidade de um nome democrata que tenha chances de crescer, em dois “cinturões” estratégicos: o “cinturão da ferrugem” e o “cinturão do milho”. No caso do primeiro termo, refere-se ao nordeste dos Estados Unidos, composto por estados de Michigan, Minnesota, Ohio, Iowa, Pensilvânia e Wisconsin. Estes tiveram uma indústria muito desenvolvida até o século XX. Mas isso diminuiu desde então. O termo “ferrugem” refere-se às fábricas abandonadas na localidade.
O “cinturão do milho” refere-se ao Centro-Oeste dos Estados Unidos, conhecido pela alta produção de milho e formado por vários estados, como Iowa, Illinois, Indiana, Missouri, Nebraska e Ohio. “A agenda democrata do novo nome que vem precisa se identificar pelo menos com essa classe trabalhadora, nesses Estados”, disse.
A necessidade de um nome democrata competitivo nesses estados vem do fato de que os sinais no campo político americano são de que o partido atualmente tem pouca ligação com essas localidades – enquanto Donald Trump se fortaleceu nas regiões.
O ex-secretário destacou como o nome republicano – apesar de ter perdido a reeleição em 2020, apesar de ter sido processado na Justiça – está à frente das pesquisas na corrida presidencial. Isto enquanto Biden, que geriu bem em termos económicos, não conseguiu traduzir a sua boa gestão no desenvolvimento da política económica, em votos na corrida de 2024.
“O que estamos vendo? Uma tendência dentro da política americana baseada no populismo nacionalista ou populismo nacionalista religioso. O populismo religioso ultranacionalista está a tornar-se mais forte. E esta é uma tendência que ele [Trump] ele sabe interpretar melhor que os outros”, afirmou. “E isso, de certa forma, o ajudou [Trump]”uma narrativa melhor.”
Na análise do cientista político, em geral, Trump e o Partido Republicano, nos últimos anos, compreenderam mais esta tendência do que o Partido Democrata. “O que me parece hoje é que o Partido Democrata perdeu a narrativa sobre o processo eleitoral americano. E quando você pega a narrativa política, a disputa eleitoral, você acaba perdendo terreno, acaba perdendo competitividade e acaba perdendo impulso na disputa eleitoral”, finalizou.
Portanto, para Kalout, seja Kamala Harris ou outro nome, o candidato democrata à presidência dos EUA precisa compreender melhor esta tendência nacionalista atual na política americana, para ter uma chance de vencer a corrida presidencial deste ano nos Estados Unidos.
Joe Biden abandonou a corrida eleitoral neste domingo (21) após pressão para sua saída. Desde o final de junho, quando participou num debate com o candidato republicano, Donald Trump, o atual presidente norte-americano tem recebido críticas. O fraco desempenho no debate levantou dúvidas sobre a aptidão do atual presidente para o cargo.
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