Você interesse futuro fechou o pregão desta sexta-feira (30) em alta firme, pressionado pelo desempenho de Banco Central no mercado de intercâmbio ocorreu pela manhã.
A interpretação de que a ação foi uma tentativa de conter o impulso da moeda e, assim, houve uma transferência dos prêmios de risco para o longo prazo da curva de juros ganhou força entre importantes participantes do mercado. As taxas curtas, por outro lado, permaneceram ancoradas após o presidente do BC, Roberto Campos Netotendo emitido um sinal de que o ciclo ascendente em Seliccaso ocorra, será realizado de forma gradual, o que reduziu a precificação do aumento de 0,5 ponto nos juros básicos.
Ao final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 oscilou de 10,99% do reajuste anterior para 10,995%; o DI para janeiro de 2026 passou de 11,815% para 11,88%; o DI de janeiro de 2027 saltou de 11,77% para 11,98% e o DI de janeiro de 2029 disparou de 11,855% para 12,165%.
Dado um início de sessão já bastante turbulento, que incluiu a intervenção do Banco Central na taxa de câmbio com um leilão extraordinário de dólares à vista, as taxas de juros futuras apontavam para um aumento em toda a extensão da curva.
Porém, a trajetória das taxas tomou sentido inverso em meio à participação de Campos Neto na ExpertXP, em São Paulo. O diretor afirmou que há um prêmio na parte curta da curva que não é compatível com a mensagem transmitida pelo Copom na ata e em suas últimas comunicações, que foi resultado da convergência de opiniões da diretoria colegiada.
A interpretação da mensagem pelo mercado, momentaneamente, foi que uma alta de 0,5 ponto na Selic em setembro, aposta que vinha crescendo na curva de juros nos últimos dias, não parece ser o cenário base do Banco Central.
“Entendemos que, se e quando houver um ciclo de ajuste nas taxas de juros, esse ciclo será gradual”, afirmou Campos Neto. Disse ainda que não existe ciclo de credibilidade, uma vez que “a credibilidade é alcançada com uma política monetária baseada num enquadramento técnico e comunicada com transparência”.
No início da tarde, porém, o Banco Central surpreendeu o mercado ao anunciar um leilão extraordinário de swap cambial. Dos 30 mil contratos oferecidos, apenas 15,3 mil foram vendidos, num desempenho considerado “desajeitado” por importantes participantes do mercado. O leilão causou automaticamente algum desconforto entre os investidores e fez disparar o extremo longo da curva de taxas de juro futuras, num processo de “deslocamento” dos prémios de risco entre mercados.
“A primeira intervenção foi totalmente justificada pelo reequilíbrio do fluxo. Mas a segunda, principalmente pelo horário, já muito próximo da janela de fechamento da Ptax, não consegui entender muito bem. Parecia um sinal de que o Banco Central tentava ‘apertar’ o mercado, mas o prêmio acabou indo para o extremo longo da curva. Realmente não foi possível entender muita coisa”, aponta o tesoureiro de uma instituição local sob condição de anonimato.
A alta dos juros longos contaminou toda a curva e ainda fez com que a queda observada nas taxas curtas fosse desfeita ao longo da tarde. Economistas e operadores consultados pelo Valor acreditam que, apesar do BC sinalizar que prefere um ciclo gradual, o mercado deverá continuar “testando” a autoridade e o aumento de 0,5 ponto na precificação após a reunião de setembro deverá continuar persistindo.
Outro reflexo de que os sinais emitidos pelo Banco Central nesta sexta foram mal recebidos pelo mercado foi na inflação implícita. A taxa extraída da NTN-B com vencimento em 2027 disparou de 4,90% da anterior para perto de 5,07% hoje.
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