Você interesse futuro encerrou o pregão desta terça-feira (16) em cair ao longo de toda a estrutura a termo da curva. O movimento, segundo analistas, está relacionado ao alívio observado no mercado externo, após o ultraje O Donald Trumpno sábado (13), ter causado alguns volatilidade e pressionado ativos emergentes na sessão de ontem.
Com a perspectiva crescente de que o Federal Reserve (Fed) caminha para iniciar o cortes de juros nos próximos meses, os rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Tesouros) caiu e também acabou influenciando hoje um ajuste no mercado interno. Vale ressaltar que declarações do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva mais uma vez causou volatilidade nas taxas futuras, mas o movimento acabou contido após o ministro das Finanças, Fernando Haddadreforçar o compromisso com a enquadramento fiscal.
Ao final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 caiu de 10,59% do reajuste de ontem para 10,575%; o DI para janeiro de 2026 caiu de 11,18% para 11,09%; o do DI de janeiro de 2027 caiu de 11,435% para 11,35% e o do DI de janeiro de 2029 passou de 11,765% para 11,715%.
Nos EUA, o rendimento das notas do Tesouro de dois anos caiu de 4,468% para 4,428%, enquanto o rendimento das notas do Tesouro de dez anos caiu de 4,237% para 4,163%. Vale ressaltar que a queda nas taxas de juros do Tesouro ocorreu mesmo após os dados do varejo norte-americano terem superado as estimativas de consenso.
O ataque a Trump no sábado fez com que o mercado aumentasse as apostas de que o candidato republicano sairá vitorioso nas eleições presidenciais de novembro. Com isso, houve repercussões em diversos mercados e ativos financeiros, com impactos muito negativos na curva de juros local, com aumento significativo das taxas ontem.
Hoje, porém, a sensação de que o Federal Reserve (Fed) iniciará em breve o ciclo de flexibilização monetária nos EUA contribuiu para um ajuste de posições tanto no exterior quanto no Brasil. Segundo o CME Group, o mercado passou a incluir uma probabilidade de 100% de redução das taxas de juro em setembro e uma aposta residual, de 6,7%, de que uma redução dos Fed Funds poderá ocorrer já em julho.
“Acho que ontem ficamos piores do que deveríamos com o episódio do ataque. Então esse alívio global hoje acaba ajudando a compensar parte do agravamento”, aponta o profissional de tesouraria de um banco local.
Esta fonte afirma que praticamente zerou as suas posições no mercado de juros local nos últimos dias, após a queda significativa das taxas em julho. “Acho que o prêmio na parte curta da curva perdeu muito e esse pequeno prêmio pelas taxas de juros mais altas que ainda existe é bastante justo. Precisamos ver o que o governo vai entregar até o dia 22”, afirma.
O preço da curva de juros incorpora atualmente cerca de 40 pontos base de aumento no Selic até ao final de 2024. Os operadores avaliam que o prémio é justificado, uma vez que a visão maioritária do mercado seria que o Banco Central tem mais probabilidades de aumentar as taxas de juro do que de reduzir as taxas de juro até ao final do ano.
Essa é a opinião do economista-chefe da Porto Asset, Felipe Sichel, que vê riscos de alta para o IPCA no curto prazo, devido à variação do bandeira tarifária em eletricidade no mês de julho e devido ao ajustes de preços para combustíveis anunciado por Petrobrás. “Com isso, o IPCA ficará próximo de 4% ao ano, durante 2024, caindo marginalmente em 2025”, ressalta.
Caso esse cenário se confirme e na ausência de novos choques de política fiscal, o Banco Central poderá deixar a taxa Selic inalterada em 10,5% por um longo período de tempo. “Os riscos, naturalmente, tendem mais para cima do que para baixo neste momento, mas é razoável supor que a autoridade monetária será cautelosa antes de tomar qualquer decisão”, afirma.
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