Os investidores mais uma vez removeram os prémios de risco ao longo de toda a extensão da curva e interesse futuro terminou quinta-feira (5) em cair firme pela segunda sessão consecutiva.
Novamente, dados de trabalho do Estados Unidos foram o catalisador para o ambiente global de taxas mais baixas, o que acabou por dar ímpeto à real. Assim, as apostas em um aperto monetário mais agressivo por parte do Banco Central em setembro voltaram a diminuir.
Ao final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interbancário (DI) referente a janeiro de 2025 passou de 10,945% do reajuste anterior para 10,905%; o DI de janeiro de 2026 caiu de 11,78% para 11,665%; o do DI para janeiro de 2027 caiu de 11,77% para 11,65% e o do DI para janeiro de 2029 caiu de 11,94% para 11,795%.
O dólar comercial, por sua vez, caiu 1,22%, sendo negociado a R$ 5,5706 no segmento à vista.
Os dados de emprego nos EUA reforçaram mais uma vez os receios de um abrandamento no mercado de trabalho americano. O setor privado do país abriu 99 mil empregos em agosto, bem abaixo das expectativas dos analistas consultados pelo “Wall Street Journal”, que previam 140 mil novos empregos. O número de agosto também representou a quinta queda consecutiva nos dados.
Imediatamente após os dados, as taxas dos títulos do Tesouro dos EUA (Tesouros) começou a cair, embora o ISM do sector dos serviços tenha dado alguma margem de manobra aos rendimentos das obrigações governamentais. No fechamento, o rendimento das notas do Tesouro de 2 anos caiu de 3,774% para 3,762%, enquanto a taxa das notas do Tesouro de 10 anos caiu de 3,759% para 3,733%.
No Brasil, o ambiente externo contribuiu para uma nova queda nas apostas dos agentes financeiros num aumento mais agressivo da taxa Selic em setembro. No mercado de opções digitais Copoma probabilidade de manutenção das taxas de juros oscilou de 15% a 14,2%; o aumento de 0,25 ponto passou de 61% para 71% e o aumento de 0,5 ponto caiu de 23% para 14%.
“Diante do que estamos vendo em relação à inflação, à atividade econômica e às expectativas, acreditamos que a estratégia vencedora do Banco Central seria aumentar os juros. Há uma discussão sobre a queda dos juros no mundo e não no Brasil. Mas o Brasil é talvez o único país onde a taxa de desemprego continua a cair… Isto se deve em grande parte à expansão fiscal que foi realizada num momento de baixo desemprego. Parte disso vira atividade econômica e pressiona a demanda agregada”, avalia o sócio e gestor de fundos multimercado e de renda fixa da Bahia Asset Management, Thiago Mendez, no “call” mensal da gestora realizado nesta quinta-feira.
“O BC vai subir os juros, mas ainda é um pouco difícil ler qual será a estratégia. Pela indicação, deveriam iniciar o ciclo com acréscimo de 0,25 ponto, mas ainda não se sabe o tamanho do ciclo e qual será o passo”, afirma. Mendez revela ainda que a casa mantém atualmente uma posição tomada (aposta na subida das taxas) na curva de juros reais do Brasil com prazo médio de 4 anos, combinada com uma aposta aplicada (que ganha com a queda das taxas) na curva de juros reais dos EUA de o mesmo termo.
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