Mantendo o tom conservador do diretor de política monetária de Banco Central, Gabriel Galípolomais uma vez apoiou a ponta curta da curva no pregão desta segunda-feira (19), dada a leitura de que a autoridade poderia mais uma vez elevar o Selic no curto prazo. Ao mesmo tempo, a percepção dos agentes de um menor risco associado a uma política monetária mais branda com a inflação no futuro abriu espaço para a continuação da retirada de prêmios nas porções intermediária e longa da curva de juros, que encerrou o dia em queda.
Assim, ao final do dia, a taxa do contrato de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 passou de 10,84% no reajuste anterior para 10,845%; o DI de janeiro de 2026 caiu de 11,655% para 11,58%; o do contrato de janeiro de 2027 caiu de 11,565% para 11,415% e o do DI de janeiro de 2029 passou de 11,51% para 11,385%.
Após ter feito declarações bastante conservadoras desde a divulgação da ata da última reunião de política monetária do Banco Central, o diretor de política monetária da instituição voltou a enfatizar suas mensagens de desconforto com o cenário inflacionário.
O dirigente chamou a atenção para as recentes surpresas com a atividade econômica e repetiu a metáfora de que o BC tem o papel institucional de ser “o chato da festa” —aquele que pede para abaixar a música justamente nos momentos de maior agitação. Galípolo explicou mais uma vez que é um dos membros do Copom que vê o equilíbrio de riscos para a inflação como assimétrico e que classifica a projeção de inflação no horizonte relevante do BC — em 3,2% na última reunião no cenário alternativo — como acima do meta.
No mercado de opções digitais do Copom, a probabilidade de a Selic permanecer em 10,5% em setembro caiu de 31,5% para 25%, enquanto a chance de alta de 0,25 pp passou de 38% para 42% e a alta de 0,5 pp passou de 29% a 31%.
O dólar comercial voltou a apresentar queda firme e encerrou o dia em queda de 1,03%, sendo negociado a R$ 5,4114.
Além dos preços de mercado, as recentes sinalizações emitidas pelos membros do Copom também levaram a uma série de revisões nos cenários base das instituições financeiras, conforme apontado pelo Valor recentemente. Hoje foi a vez da XP Investimentos e do BTG Pactual apontarem que esperam altas da Selic na reunião de setembro.
“Como afirmamos, ações estão se tornando cada vez mais necessárias e, à luz das recentes comunicações do BC, achamos agora altamente provável que um ciclo de aumento de taxas se materialize a partir da próxima reunião do Copom, em setembro. favorecem cenários de flexibilização da política monetária em 2025, especialmente se a política fiscal mostrar sustentação. Dito isso, continuamos atentos às próximas divulgações de dados econômicos e, principalmente, à comunicação do BC nas próximas semanas para reafirmar nossa posição. visão antes da próxima reunião”, afirmam os economistas Claudio Ferraz, Bruno Martins e Bruno Balassiano, do BTG.
De forma reservada, o estrategista de uma importante instituição local destaca que passou a acreditar no aumento dos juros no curto prazo quando o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, teria “autorizado” a retomada do aperto monetário em uma entrevista recente.
Segundo a fonte, a melhora nas projeções de inflação do Copom não deve impedir o aumento da Selic no curto prazo. “As projeções do Copom foram bastante subestimadas e, agora, será necessária alguma correção, que deverá ser iniciada pela estimativa do hiato do produto”, ressalta. “O outro problema é que a projeção dele só vai melhorar porque o câmbio melhorou, pelo menos em parte, por conta dessa postura, bem como das expectativas. Então, se não entregarem de fato o aumento, pode piorar novamente “, diz ele.
Vale ressaltar que, pela segunda semana consecutiva, a mediana das projeções de inflação para o ano de 2025 voltou a cair em Relatório de foco. A mediana da estimativa do IPCA em 2025 caiu de 3,97% para 3,91%.
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