O mercado para tarifas continuou a dinâmica observada na sessão anterior, com um aumento na inclinação da curva forward, num momento em que as dúvidas em torno da direção da Selic permanecem no radar.
O alívio nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos EUA (Tesouros) sustentou a queda das taxas curtas e intermediárias, nesta quarta-feira (21), dado o tom mais “dovish” (favorável à flexibilização monetária) adotado pelo Federal Reserve (Fed) em minutos da reunião de política monetária de julho.
Contudo, embora permaneçam no radar dos mercados sinais divergentes sobre o comportamento das taxas de juros no Brasil, as taxas de longo prazo voltaram a subir.
Ao final do negócio, a taxa do contrato de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 passou de 10,80% no reajuste anterior para 10,75%; o DI de janeiro de 2026 caiu de 11,54% para 11,45%; o do contrato de janeiro de 2027 passou de 11,455% para 11,43% e o do DI para janeiro de 2029 passou de 11,485% para 11,505%.
“Continuamos com o ajuste que começou ontem”, afirma o trader de renda fixa de um grande banco local. Depois de uma forte descompressão dos prémios de risco na sequência de declarações mais duras do diretor de política monetária do Banco Central, Gabriel Galípolo, a curva de juros voltou a inclinar-se na sessão de ontem, com subida das taxas longas e queda das taxas de juro curtas. prazo, dada a interpretação do mercado de que as declarações mais recentes do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, foram mais “dovish” que as de Galípolo.
Não por acaso, o mercado voltou a levantar dúvidas quanto à retomada do aperto das condições monetárias a partir de setembro. No mercado de opções digitais, a chance da Selic permanecer em 10,5% no próximo mês subiu de 34% para 39%, enquanto a possibilidade de alta de 0,25 ponto caiu de 42% para 36% e a probabilidade de alta de 0,5 ponto no os juros básicos caíram de 28% para 21%. Na curva de juros, o mercado precifica um corte de 0,24 ponto percentual, o que indica 96% de chance de alta de 0,25 ponto e 4% de chance de manutenção.
“Desde a ata da última reunião do Copom, estávamos em uma trajetória bastante ‘hawkish’ em termos de tom. Tivemos diversas oportunidades em que a autoridade monetária, representada principalmente por Galípolo, utilizou palavras fortes e agressivas em relação aos próximos passos. É claro que essa postura deu frutos e, junto com alguma melhora no cenário externo, tivemos uma recuperação impressionante dos ativos locais”, observa o trader. Para ele, Campos Neto estabeleceu um limite para a movimentação dos ativos e ajudou a ajustar as expectativas, tentando mudar a precificação do mercado para algo entre a manutenção e a alta de 0,25 ponto.
O profissional avalia que a estratégia é “razoável”, mas manifesta preocupação dado que “estamos a um mês da próxima reunião e, talvez, implementaram a estratégia demasiado cedo”.
Além das questões locais, vale ressaltar que o exterior volta a ter peso na curva de juros, com queda nas taxas curtas, já que o mercado global volta a ver espaço para uma queda mais acentuada das taxas americanas por parte do Federal Reserve (Fed) após a forte revisão nos números da “folha de pagamento” e à luz do tom mais “dovish” adotado pelo banco central americano na ata da reunião de julho. Com o facto de a economia dos EUA ter criado menos 818 mil empregos do que o reportado anteriormente entre abril de 2023 e março de 2024, a rentabilidade da T-note a dois anos caiu de 3,992% ontem para 3,943% no final da sessão.
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