A última semana viu muitos bilhões em lucros atribuídos aos quatro bancos mais tradicionais do Brasil: Banco do Brasil (BB)Santander, Bradesco e Itaú. Entre as principais empresas do setor, apenas a BTG Pactual ainda não apresentou seus resultados. No entanto, os números abertos até agora indicam que O sector financeiro continua atractivo, tanto para quem procura dividendos como para quem quer beneficiar da valorização do mercado bolsista.
Esses títulos geralmente aparecem em carteiras de renda variável como ativos defensivosgraças à baixa volatilidade e porque apresentam um bom desempenho mesmo em ambientes desfavoráveis do mercado de capitais. Apesar de tudo bancos têm registado balanços com ganhos superiores aos dos últimos 12 mesesmesmo acima das expectativas do mercado, um emergiu campeão.
Itaúquerido por analistas dentro e fora do Brasil, permaneceu na liderança do setor financeirosendo considerada uma empresa sólida, com bons fundamentos e que promete trazer grandes retornos no futuro.
Das 11 instituições e casas de análise que cobrem as ações do Itaú, a recomendação de compra é unânime, de acordo com o Data Valor. Em média, analistas veem potencial de valorização de 12,7% para as ações, atingindo preço-alvo de R$ 39,11 até o final deste ano. Na segunda-feira, a ação foi negociada a R$ 34,61.
Para Matheus Nascimentoanalista de ações na Levante Corp., os resultados do banco mostraram crescimento em todas as linhas de negóciosbeneficiando do “ganho de eficiência operacional”.
Segundo o especialista, O foco no desenvolvimento de tecnologias para otimizar operações e serviços tem sido bem-sucedido. Essa é uma forma de conter despesas, o que se soma ao movimento de fechamento de agências. “Sem grandes surpresas, o O Itaú foi o principal banco que continuou com balanço mais robusto e melhor qualidade, geração de receita e rentabilidade“, ele comenta.
O analista de ações da Empiricus Pesquisa Larissa Quaresma destaca que O Itaú se sai muito bem no “principado”, que é quando a instituição financeira é a mais utilizada pelo clientesendo escolhido para realizar a maior parte de suas transações. Essa é uma função importante que permite à instituição financeira estar mais próxima do cliente e entender melhor seu perfil para oferecer produtos de acordo com ele. Com esse diferencial, o banco consegue se destacar frente a concorrentes históricos como Bradesco e Santander.
O protagonismo do Itaú é desde 2021, quando a instituição financeira conseguiu antecipar a deterioração do ciclo de créditobastante evidente nos dois anos seguintes. Segundo Quaresma, enquanto a inadimplência dos concorrentes aumentava, o Itaú se manteve mais estável, adotando uma postura mais conservadora na concessão de crédito e evitando a deterioração de sua carteira.
“O Itaú provou, mais uma vez, ser eficiente. Conseguiu navegar por mais um ciclo de crédito desafiador e entregar excelentes retornos. O crescimento do lucro deve ficar em torno de 15% e o estoque deve permanecer nesta faixa“, diz o analista.
Confira aqui o detalhamento dos balanços:
Os bons resultados das instituições financeiras neste segundo trimestre de 2024 são explicados em parte pela queda dos juros iniciada em agosto, quando o Banco Central passou a cortar a taxa básica de juros (Selic).
Porém, segundo Quaresma, o principal fator para melhorar o ambiente de negócios de quem opera crédito foi a desalavancagem das famíliasque estavam fortemente endividados. Indicadores económicos positivos, como o que aponta para uma queda do desempregotambém contribuiu para os números apresentados nos balanços. Com um público com mais renda e finanças mais saudáveis, os bancos tendem a aumentar a oferta de crédito, o que leva à expansão da carteira e, consequentemente, do lucro.
Olhando para o que vem a seguir, o especialista explica que Selic a 10,5% ao ano está em faixa de juros que traz vantagens aos negócios dos bancos. O nível não é tão alto que tenha potencial para aumentar demais as taxas de inadimplência e nem tão baixo que atrapalhe os ganhos com a diferença entre os juros da captação e da concessão de crédito (o spread, no Economist).
Há pouco mais de um ano, o BB passou a disputar a preferência dos analistas. O banco público ainda é o que oferece maior retorno de dividendos, cerca de 12% dos lucros sobre o preço das ações. A título de comparação, A rentabilidade do Itaú gira em torno de 8%.
Mas as coisas azedaram para Amarelinho. Das 10 casas de análise que acompanham as ações do BB, apenas seis recomendam compra, enquanto outros quatro permanecem cautelosos, com recomendação neutra, ou seja, não comprar nem vender o ativo. Com base em resultados anteriores, analistas viram 71% de chance de aumento das ações até o final deste ano.
“Não faz sentido ter um dividendo maior, mas não temos certeza de que esse nível possa ser mantido“, diz Quaresma. Após o balanço do segundo trimestre, o BB seguiu na direção oposta aos seus pares, registrando forte queda. A desaprovação do mercado relativamente aos seus números era clara. Embora o banco tenha registrado lucro próximo a R$ 10 bilhões, acima do esperado, há detalhes no núcleo do balanço que afastam os investidores.
Os analistas entrevistados pelo Valor Investir explique isso parte desse lucro vem de receitas pontuais, devido ao bom desempenho do Banco da Patagonia, que atua na Argentina. Isso significa que não é uma receita que pode não ser vista nos próximos trimestres.
O mais preocupante, porém, foi o nível de incumprimento que, ao contrário de outros bancos, não melhorou. Parte disso se deve composição da carteira de crédito do banco, historicamente fortemente concentrada no agronegócio. O setor responde por 40% das concessões do banco.
“Recentemente, o agronegócio enfrentou dificuldades com mudanças climáticas e enchentes no Rio Grande do Sul“, destaca Quaresma, do Empiricus. A previsão do Banco do Brasil é que haja aumento na oferta de crédito e, portanto, na inadimplência e é essa perspectiva que preocupa os agentes de mercado.
O analista da Levante, Matheus Nascimento, afirma que o resultado não foi negativo, mas levantou dúvidas para o mercado. Na verdade, ele destaca que o banco apresentou boa rentabilidade. Mas também demonstrou uma deterioração na qualidade do crédito e uma procura crescente de provisõesque são reservas de caixa para que as despesas planejadas possam ser honradas no futuro.
“É difícil entender como o banco vai manter o nível que está agora. Quando detalhamos o resultado, percebemos que não foi tão bom”, afirma.
Uma das ferramentas mais utilizadas para comparar a atratividade de um banco em relação a outros é o retorno sobre o patrimônio líquido (ROEa sigla em inglês para Return On Equity). Este é um indicador financeiro que mede a capacidade de uma empresa gerar lucro através de recursos próprios. Portanto, é uma forma de avaliar o lucro em relação ao capital investido.
No caso dos bancos, é ainda mais importante, afinal o setor ganha dinheiro com dinheiro, concedendo crédito que gera juros e aumenta o seu patrimônio. Quanto maior o retorno sobre o patrimônio líquido, melhor será a empresa financeira.
Segundo a analista Larissa Quaresma, O Itaú também sai na frente nesse quesito. Ao considerar o último balanço, o retorno sobre o patrimônio líquido é de 22%, contra cerca de 20% do Banco do Brasil.
O Santander obteve rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 15%, enquanto o Bradesco registrou 11%. Embora pareça ruim, do ponto de vista relativo, Bradesco apresentou melhora em seus resultados, o que impulsionou as ações do banco e até levou seus pares a esse otimismo. Das 11 casas de análise que cobrem o estoque (Bradesco), apenas quatro indicam compra contra sete recomendações neutras. Para especialistas, o potencial de valorização dos ativos é de 14,6% ao final do ano.
Bradesco conseguiu reduzir significativamente o nível de inadimplênciafoi exatamente isso que desagradou o mercado em seus balanços anteriores. A ação caiu mais de 30% em um mês, mas desde a semana passada vem se recuperando. Desde o colapso da Americanas, o banco já enfrentava dificuldades e muitos questionamentos sobre seus números.
O dano momentâneo fez com que o banco perdesse a posição de segundo maior do Brasil para o BTG. Mas neste segundo trimestre, Além de obter lucro acima do esperado, o Bradesco conseguiu ampliar sua carteira de crédito e, ao mesmo tempo, reduzir os índices de inadimplência. Ou seja, aumentou a sua exposição ao risco, mas obteve melhores retornos.
Mesmo com a melhora no desempenho, para Larissa Quaresma, Bradesco segue em terceiro lugar no ranking de bancos com melhores perspectivas para investidores. O Itaú é líder preferidocom medalha de ouro, seguido pelo Santander, pois tem melhor rentabilidade e só depois vem o Bradesco. O BB fica de fora do pódio justamente por dúvidas em relação aos próximos resultados.
Quanto ao BTG, expectativa é que banco também traga bons resultados essa semana. Entre os analistas que acompanham as ações, sete recomendam compra e quatro têm recomendação neutra. O ganho potencial da ação é de 13,7%, atingindo R$ 40 ao final do ano.
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