As infrações ligadas ao uso indevido de dados por ferramentas generativas de inteligência artificial (IA) ainda estão em seus estágios iniciais, mas as leis de proteção de dados são uma forma eficiente de combater tais crimes, disse hoje (16) em São Paulo Max Schrem, advogado que luta por direitos digitais na Europa.
“OpenAI [criadora do ChatGPT] disse que não conseguiu corrigir informações incorretas fornecidas por sua ferramenta porque não conseguiu retreinar seu algoritmo”, citou Scherm durante o painel “Contencioso estratégico contra big techs” na Faculdade de Direito da USP, em São Paulo, na noite desta terça-feira (16). , em São Paulo.
O advogado reiterou que leis de proteção de dados como o GDPR europeu e a LGPD brasileira são “ferramentas importantes para impulsionar” o uso correto das informações por ferramentas de inteligência artificial.
Ao lado de Schrems, a coordenadora do programa de telecomunicações e direitos digitais do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), Camila Contri, destacou a afirmação da advogada de que “não há inovação nas violações da lei”.
Nesta terça-feira (16), o Idec ajuizou ação civil pública por violação de privacidade do aplicativo WhatsApp da Meta, envolvendo indenização de R$ 1,7 bilhão por uso indevido de dados pessoais pela empresa. A ação foi apresentada em conjunto com o Ministério Público Federal (veja reportagem nesta página).
No último dia 2, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD), órgão que regulamenta a aplicação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), emitiu uma “medida preventiva” determinando a suspensão do uso indiscriminado de dados pessoais de usuários do site. Objetivo de treinar sistemas generativos de IA.
No dia 10, a ANPD prorrogou em cinco dias o prazo para a Meta entregar parte da documentação que atesta o cumprimento da medida preventiva, a pedido da empresa. O prazo já expirou. Procurada pelo Valor, a Meta disse que não comentaria.
A medida preventiva foi tomada após denúncias formalizadas pelo Idec à ANPD e ao Conselho Administrativo de Defesa da Concorrência (Cade) sobre a potencial ameaça de danos aos direitos dos usuários com a entrada em vigor, no mês passado, da nova política de privacidade da Meta. no brasil.
O Idec chamou a atenção para o fato de a Target não ter tomado no país os mesmos cuidados de proteção que tomou ao implementar a nova política nos países europeus.
Considerado um dos expoentes da luta pelos direitos digitais na Europa, Schrems acumula vitórias históricas nos tribunais europeus contra gigantes da tecnologia, as “big techs”. Uma de suas denúncias envolvia a vulnerabilidade utilizada pela Cambridge Analytica, consultoria britânica que trabalhou para a campanha do então candidato à Casa Branca, Donald Trump, na coleta de dados do Facebook para influenciar o resultado das eleições americanas.
Em 2017, Schrems fundou a organização sem fins lucrativos “Noyb”, um acrônimo para “não é da sua conta”. [não é da sua conta, em tradução livre].
No seu trabalho na Europa, o austríaco afirmou que a forma como os dados privados eram processados pelas plataformas expunha os utilizadores das redes sociais à vigilância por parte de governos e agências de inteligência, principalmente dos EUA. O caso foi parar na Justiça, com sentenças que levaram à suspensão do pacto transatlântico de transferência de dados, em 2015, assinado entre os norte-americanos e o bloco europeu.
Schrems, hoje com 36 anos, tinha 24 anos quando apresentou as primeiras queixas contra a transferência de dados de cidadãos europeus, por empresas como Facebook (Meta) e Google, para os Estados Unidos.
Na quinta (18) e na sexta (19), o advogado estará no “CPDP Latam 2024”, no Rio de Janeiro. Organizada pela FGV-Rio, a conferência abordará a soberania de dados e os desafios relacionados à proteção de dados e IA no G20 e na América Latina.
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