O resultado de maio da indústria teve perfil generalizado de quedas e também de impactos diretos e indiretos das chuvas no Rio Grande do Sul.
A avaliação foi feita pelo gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Andre Macedoresponsável pela Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física (PIM-PF).
Em maio, frente a abril, a produção industrial caiu 0,9%, com quedas nas quatro categorias econômicas e em 16 dos 25 setores industriais pesquisados pelo IBGE.
“Em relação a abril, há taxas negativas nas quatro categorias econômicas e em 16 dos 25 setores industriais”, disse Macedo. “Além disso, há o efeito das chuvas no Rio Grande do Sul”
Ele destacou que a indústria já apresentava menor intensidade em abril, quando caiu 0,8%, e que esse comportamento foi agravado pelo impacto das chuvas. Este foi o primeiro mês de impacto das chuvas no Estado sobre a produção industrial, pois as chuvas começaram no final de abril, mas só se intensificaram no início de maio.
“[A chuva no Rio Grande do Sul] É um fator importante a ser considerado para o resultado de maio, com sua capilaridade e impacto em diversos setores”, disse.
As duas atividades com maior influência na queda da indústria em maio também são aquelas com participação relevante no Rio Grande do Sul: veículos automotores, reboques e carrocerias e produtos alimentícios.
No caso do primeiro, houve interrupção tanto nas montadoras de veículos quanto nas fábricas de autopeças, com fechamento de fábricas no Estado e também efeitos no abastecimento para produção de bens finais em outras regiões do país. A produção de veículos no país caiu 11,7% em maio, na comparação com abril.
“Tivemos uma montadora que parou a produção durante o mês e isso impactou também na produção de autopeças, o que tem influência no Estado. Mas além disso, houve paralisação de unidades industriais em outros estados, que não tinham fornecimento completo de peças”, disse.
Uma fábrica em São Paulo, por exemplo, tirou férias coletivas como forma de amenizar os efeitos das greves ocorridas nas unidades de produção de peças no Rio Grande do Sul.
A produção de alimentos caiu pelo segundo mês consecutivo, com perda acumulada de 4,7%. O resultado tem efeito tanto no processamento da cana-de-açúcar, devido às condições climáticas menos favoráveis na segunda quinzena de maio, que impacta a produção de açúcar, quanto nas chuvas no Rio Grande do Sul.
“O Estado contém carnes de aves, bovinas e suínas e derivados de soja, produtos de grande importância no setor de alimentos”, observa o gestor do IBGE.
A actividade alimentar representa cerca de 15% da produção industrial do país.
O impacto das chuvas no Rio Grande do Sul, porém, vai além desses dois segmentos industriais, destacou André Macedo. “Existem outros segmentos que estão paralisados. Uma parcela do setor de calçados, de fumo, uma parcela de produtos químicos, máquinas e equipamentos, principalmente para a agricultura”, disse.
Maio deve ser o mês de maior impacto das chuvas no Rio Grande do Sul para a indústria brasileira, mas é difícil dizer como será o processo de recuperação daqui para frente, disse Macedo.
Questionado pelos jornalistas, ele explicou que parte da produção interrompida devido às enchentes no Estado foi retomada. “É preciso analisar o escopo de todos os produtos. A montadora de lá voltou a produzir. A indústria de autopeças também. Mas há outros segmentos paralisados e não há como mensurar que voltaremos à plena produção”, afirmou.
“Mas como vai ocorrer o processo de recuperação daqui para frente, não podemos dizer. Possivelmente o mês de maio será o de maior impacto”, notou.
Os dados regionais da indústria – com informações de 15 localidades diferentes do país, incluindo o Rio Grande do Sul – serão divulgados na próxima semana, no dia 12 de julho. “Ao publicar o PIM-PF regional, detalharemos mais detalhadamente os resultados do Rio Grande do Sul e o impacto das chuvas ficará mais claro e evidente”, disse Macedo.
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