A nomeação de Iagê Zendron Miola para o cargo de novo diretor da Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) foi percebida como uma tentativa do governo de diversificar o perfil profissional do colegiado, segundo fontes consultadas pelo Valor. Criado na gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, o órgão regulador conta com três membros com formação em escolas militares e um membro ligado à academia.
Miola é advogada especializada na área de regulação econômica e defesa da concorrência. Sua nomeação ocorre em meio ao conflito da instituição com a Meta — dona do Facebook, Instagram e WhatsApp. Atualmente, é assessor especial do ministro Vinícius de Carvalho, da Controladoria-Geral da União (CGU), que anteriormente foi presidente do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).
Com mestrado e doutorado cursados no exterior, o indicado de Lula pode ajudar a fortalecer a imagem do órgão, considerado ainda frágil pela sua criação em um momento de estresse fiscal e pela tarefa de fazer cumprir a Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais (LGPD). ). A maior parte dos técnicos que trabalham na Autoridade foram cedidos por outros órgãos, como a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).
A escolha de Miola para a ANPD foi oficializada nesta quinta-feira, no “Diário Oficial da União”. A indicação só será confirmada após ser submetida, no Senado, à audiência em comissão e aprovação no plenário. Com a aprovação dos senadores, o novo diretor substituirá a advogada Nairane Farias Rabelo Leitão e assumirá mandato de quatro anos.
Entidades civis, ouvidas pelo Valor, consideram que a formação de Miola na área de direito econômico deve ajudar a ANPD a se blindar da influência que grandes grupos, representados por gigantes da tecnologia, possam querer exercer sobre a instituição. Por outro lado, a sua atuação mais recente em fóruns internacionais, como o G20, deverá contribuir para a abertura do diálogo com a sociedade civil para discutir as demandas atuais.
Representantes do setor de tecnologia disseram, em conversa privada com o Valor, que ficaram surpresos com a escolha de Lula. Havia o temor de que fosse indicado um nome de perfil com forte ativismo no direito digital, que visse as “big techs” como vilãs do mercado de internet e que precisassem ser monitoradas. Essa visão tem sido expressada pelo governo desde o aumento da disseminação de notícias falsas nas últimas eleições.
A contribuição de Miola deve vir da sua percepção da regulação económica do mercado, destacou uma fonte. O tema da alta concentração do poder econômico conferido a algumas empresas de internet tem ganhado espaço nos órgãos de controle. O mesmo ocorre com o debate sobre proteção de dados pessoais, que começou na Europa e, no início do mês, levou a ANPD a proibir o Meta de utilizar dados de usuários para treinamento de sistemas generativos de inteligência artificial (IA).
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