Incertezas sobre a trajetória de tarifas e a economia nos próximos meses derrubaram o humor do negócios de negócios, em junho. A análise é de Georgia Veloso, economista do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre) ao falar do Índice de Confiança Comercial (Icom), anunciou nesta quinta-feira (27). O indicador caiu 1,2 ponto em junho, segunda queda consecutiva, para 90,3 pontos. Com a retração, a confiança do varejo registrou o menor nível desde fevereiro (89,5 pontos).
A queda na confiança dos comerciantes foi causada por análises negativas relacionadas tanto ao momento presente como ao futuro. Isto é visível na evolução dos dois subindicadores componentes do Icom. O Índice da Situação Atual (ISA) caiu 0,9 ponto em junho e o Índice de Expectativas (IE) caiu 1,6 ponto no mês.
“Temos, nas avaliações da situação atual do empresário comercial, o impacto de um desastre ambiental”, afirmou Veloso, lembrando do desastre das enchentes no Rio Grande do Sul. As fortes chuvas no estado do Rio Grande do Sul levaram a região a uma crise desde o final de abril, que persiste até hoje e atinge todos os setores da economia local, inclusive o comércio. “Mas o pessimismo é mais evidente nas expectativas, devido à incerteza nos próximos meses”, continuou.
Ao falar sobre as incertezas, o especialista comentou alguns “gargalos” que o varejo ainda enfrenta. Ela observou que o nível de endividamento das famílias, embora tenha diminuído em relação ao mesmo período do ano passado, continua a operar em níveis elevados. Na prática, isso reduz espaço no orçamento familiar para novas compras, o que afeta o varejo, observou ela.
Outro aspecto citado pela técnica é a questão de interesse. Nesta semana, o Conselho de Política Monetária (Copom) do Banco Central manteve a taxa básica de juros (Selic), que orienta os juros do mercado, inalterada em 10,50% ao ano. O período de coleta de informações do Icom não abrange a decisão mais recente da Selic, admitiu ela.
Mas o indicador da FGV, divulgado hoje, foi impactado pela reunião do Copom imediatamente anterior, quando o BC fez um corte menor na taxa básica de juros: em vez de 0,50 ponto percentual, como nas reuniões iniciadas desde meados do ano passado, a redução da A Selic foi de 0,25 ponto percentual. O técnico concordou que isso é um sinal, para o setor, da aproximação do fim do ciclo de redução da Selic, iniciado em meados do ano passado. Com a Selic sem corte, isso na prática não favorece juros mais baixos no mercado – e isso inclui os juros cobrados nas compras a prazo. Assim, o atual contexto de taxas de juro, notou o especialista, também não favorece novas compras por parte do consumidor.
“Acredito que este sinal do fim do ciclo de redução das taxas de juros foi um alerta para o comércio”, resumiu.
Questionado se, tendo em conta todos estes pontos, o cenário mais provável seria a continuação da queda do Icom, o especialista foi cauteloso. “Não necessariamente”, disse ela, acreditando mais na estabilidade do índice para os próximos meses. Ou seja, sem grandes elevações.
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