O rali do início do segundo semestre levou o Ibovespa à nova máxima durante o leilão. O índice atingiu 134.574 pontos no pico da sessão desta quinta-feira (15), antes de perder um pouco o fôlego e fechar nos 134.153 pontos. Anteriormente, a marca era de 134.391 pontos, alcançada em 28 de dezembro de 2023.
E todo esse movimento já pode ser um sinal de que o Ibovespa está no caminho certo para renovar seu recorde de fechamento ainda este ano. Ou, pelo menos, que o mercado já possa apostar nisso.
Com base no nível de pontuação nominal, ou seja, considerando apenas o nível numérico, o índice chegou mesmo ao seu pico durante as negociações desta quinta-feira (15). Mas o recorde em pontos não significa que o Ibovespa esteja no melhor momento de toda a sua história.
Se fosse corrigido pela inflação medida pelo indicador oficial do Brasil, o Índice Nacional Amplo de Preços ao Consumidor (IPCA), esse recorde do índice teria sido estabelecido em 20 de maio de 2008. Embora nominalmente o nível de fechamento daquele dia seja de 73.517 pontos, no reajuste esse nível equivaleria a 182.275 pontos hoje em dia.
Ou seja, no patamar real corrigido pelo IPCA, o Ibovespa ainda está em 26,4% abaixo do seu recorde registrado há mais de 16 anos.
Pode parecer confuso, mas tem a ver com algo bastante simples: poder de compra.
Na prática, sentimos isso no bolso, porque R$ 100 hoje não compram o mesmo que R$ 100 comprados antigamente.. Isso é inflação, regra que vale tanto para contas, compras em lojas e supermercados quanto para compra de ativos em bolsa.
Já o índice dolarizadoque elimina as oscilações do real e o quanto nossa moeda se desvaloriza em relação ao dólar, principal moeda comercial do mundo, estaria hoje em 12.786 pontos, 72% abaixo dos 44.367 pontos que atingiu em seu pico (também em 20 de maio de 2008).
Essa correção frente ao dólar ajuda a medir o preço do Ibovespa para os investidores estrangeiros, que costumam negociar na moeda dos Estados Unidos. Este grupo representa 55% do volume financeiro movimentado no B3 e é, portanto, o principal impulsionador dos rumos do mercado acionário brasileiro.
Por que isso é uma boa notícia para o mercado de ações?
“Nem sempre um recorde nominal significa que estamos chegando no momento mais propício para obter lucros na bolsa“, ele disse Lucca Ramosparceiro de Um Investimento. Refere-se ao momento em que os ativos estariam inflacionados – tal é a força aquisitiva – e se aproximariam do ponto ideal para venda.
Essa “faixa de venda” poderia ter sido alcançada caso o Ibovespa estivesse em seu verdadeiro recorde. No máximo, a tendência de curto e médio prazo é de queda dos preços das ações. Mas o que acontece hoje na bolsa brasileira é exatamente o oposto.
No mercado de ações, os ganhos com a negociação de ações baseiam-se na lógica de comprar a ação por um preço mais baixo e vendê-la por um valor mais alto. Um cenário ideal, portanto, é comprar um ativo na baixa e vender na alta – ou pelo menos entrar nas baixas e sair nos picos de preços.
Então por que ainda vale a pena entrar no Ibovespa no curto prazo?
Atualmente, os ativos na bolsa brasileira estão com preços “comprimidos”, ou seja, estão desvalorizados considerando o valor que o mercado considera justo para as ações da maioria das empresas listadas.
Ou seja, o momento ainda é de comprar ativos em bolsa porque, em geral, a tendência dos títulos é de valorização.
Ou seja, o ciclo de descompressão do risco no mercado de ações está apenas começando. A taxa de juros real do Brasil ainda é relevante – a terceira mais alta do mundo.
A possibilidade (cada vez mais sugerida) do início do ciclo de cortes nas taxas de juro dos EUA em Setembro libertaria o apetite pelo risco a nível global, o que favorece mercados mais voláteis como os mercados emergentes – como o Brasil.
Ou seja, esse capital que estava sendo dragado daqui pode finalmente voltar para a bolsa brasileira. Com a volta dos estrangeiros, os investidores institucionais também voltam ao mercado de ações em busca de novas oportunidades e, na reboque, vêm os investidores individuais. Isto levaria a uma escalada dos preços dos activos nacionais.
Mesmo assim, o verdadeiro recorde do Ibovespa ainda está a mais de 48 mil pontos de distância. E já parece demasiado optimista apostar que o índice poderá ultrapassar a marca recorde de Maio de 2008.
Pelo menos no curto prazo.
Por que o recorde foi estabelecido em 2008?
O ano de pico do Ibovespa marca o segundo mandato Lula Na presidência da República, os riscos políticos e fiscais foram considerados resolvidos e a economia prosperou. Um ano antes, a bolsa registrou outro recorde, o de ofertas públicas iniciais (IPOs). Foram 64 operações de estreia no mercado de capitais brasileiro em 2007.
Ainda em maio de 2008, as agências globais de classificação de risco concederam ao Brasil o grau de investimento – garantir que o país seja um local seguro para os investidores alocarem o seu dinheiro.
O capital estrangeiro, que vinha fugindo dos riscos de outros mercados, invadiu a bolsa brasileira no início do ano. Para desaparecer alguns meses depois.
Esse foi também o ano da crise económica. subprimeque marcou o segundo semestre de 2008 e mudou o clima no cenário global. Em 15 de setembro de 2008, após o colapso do banco americano Lehman Brotherso pânico espalhou-se por todo o sistema financeiro. E a bolsa brasileira não escapou.
O impacto fez com que o Ibovespa encerrasse o ano de recordes com perda acumulada de 44,42%, a maior queda anual do índice desde 1972.
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