A Huawei Digital Power, braço de energia do conglomerado chinês Huawei, e a Matrix, empresa cujos controladores são o fundo de investimentos Prisma e o grupo Duferco, assinaram contrato para triplicar o fornecimento de equipamentos a partir de 2025. O acordo amplia a capacidade anteriormente contratada, expandindo de 250 megawatts-hora (MWh) para 750 MWh nos próximos dois anos.
As empresas não revelam o valor do contrato, mas, segundo valores médios de mercado, o volume financeiro gira em torno de R$ 500 milhões. A Huawei fornecerá os equipamentos e a Matrix está em busca de clientes para implementar sistemas de armazenamento de energia conhecidos como BESS (Battery Energy Storage System, na tradução para o inglês)
Este acordo financeiro baseia-se no conceito de energia como serviço. Nesse modelo, o cliente paga por um serviço sem precisar fazer investimentos, por exemplo, em infraestrutura ou equipamentos.
O diretor da unidade de negócios Matrix, Alexandre Gomes, explica que o foco está nos clientes finais, como shopping centers, frigoríficos, indústria alimentícia, ou seja, consumidores com tarifa de energia que varia de R$ 30 mil a R$ 600 mil mensais
“Já adquirimos 250 MWh e assinamos compromisso para mais 500 MWh dentro de dois anos (…). A Huawei ganha na venda dos equipamentos e a Matrix ganha no atendimento”, afirma.
Segundo Gomes, a escolha de um fornecedor chinês deve-se, entre outras coisas, ao facto de as empresas nacionais ainda não conseguirem produzir este volume dentro das especificações que a Matrix procura.
O gerente sênior de pesquisa e desenvolvimento da Huawei, André Foster, afirma que há muito mercado disposto a absorver esta oferta para reduzir os riscos causados pela indisponibilidade no fornecimento de energia e no fornecimento contínuo de operações críticas.
“No período de um ano, vendemos quase todos os 250 MWh do primeiro contrato e, a partir de janeiro de 2025, iniciamos o novo contrato”, afirma.
Esse tipo de associação de empresas tem se tornado comum no setor elétrico, pois clientes de diversos portes têm buscado serviços associados à energia, como gestão tarifária, eficiência energética, descarbonização e geração distribuída.
Moura assinou contrato de R$ 15 milhões com a Eletrobras para fornecer estabilidade e segurança em uma subestação em Alagoas. Em 2023, a WEG catarinense anunciou R$ 100 milhões em uma fábrica de baterias em Jaraguá do Sul (SC). Outra empresa que ganhou impulso é a Micropower, joint venture entre Siemens, Comerc e Equinor. Em 2023, a empresa implantou baterias no Terminal Ilha Guaíba da Vale, no Rio de Janeiro.
A possibilidade de os sistemas de armazenamento participarem do leilão de Reserva de Capacidade, ainda este ano, esbarra na falta de regulamentação para criar um ambiente mais adequado para a definição de modelos de negócios. Mesmo assim, o evento está movimentando o segmento no Brasil. Embora não haja confirmação oficial, fabricantes de equipamentos, como UCB Power, WEG, Moura, entre outros, já estão ajustando linhas de produção e anunciando investimentos para atender eventual demanda.
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