A égua é de raça 100% brasileira e mora na Holanda, onde treina com Yuri Mansur, sua equipe em provas de alto nível. A participação nas Olimpíadas da Miss Azul, da raça equestre brasileira (BH), é a realização do sonho de Josias da. Silva Leite, que começou a criar de dois a três cavalos por ano em 2000 no Haras Rosa Mystica, em Salto do Pirapora, no interior de São Paulo, e também a proprietária do cavalo, Thalita Olsen de Almeida. Texto inicial do plugin “Meu pai, que completa 80 anos este ano e é um homem muito simples, sempre quis ver um animal de sua coudelaria competindo nos eventos que via na TV, mas a criação de um cavalo de competição de elite requer acesso a recursos caros. genética e exige muito tempo e pesquisa”, afirma o advogado Nilson da Silva Leite, um dos quatro filhos que auxiliam na gestão da propriedade de 70 hectares. “Vê-la competir é a realização de um sonho. A história de dedicação, talento e parceria deles com o cavaleiro Yuri Mansur me inspira e sei que todos os brasileiros vão se apaixonar por eles, que trabalham tanto para levar esperança e orgulho ao Brasil”, afirma Thalita. O filho do criador da coudelaria Rosa Mystica destaca que o país tem o terceiro maior rebanho equino do mundo, mas só cria cerca de 800 cavalos para o esporte olímpico por ano, enquanto nascem de 70 mil a 80 mil no mundo. “Ouvimos muita bobagem. Que o Brasil não tem clima e solo adequados para a criação de cavalos de elite, que só a Europa, os Estados Unidos e a Argentina podem produzir cavalos campeões. Miss Blue pode provar em Paris que isso não é verdade”, afirma. Filha do garanhão Chacco-Blue, considerado o número um do mundo no salto por cinco anos consecutivos, Miss Blue é fruto de cinco gerações de éguas nascidas em solo brasileiro. Sua tataravó, Anaconda, foi importada da Alemanha no final dos anos 1980. Magnólia, mãe de Miss Blue, foi uma das primeiras éguas brasileiras a participar de competições pelo mundo e representou a Guatemala no Pan-Americano do Peru, em 2019, sendo finalista. Miss Blue é uma das promessas do salto equestre Divulgação Segundo o advogado, Miss Blue, descrita como temperamental e grande saltadora como a mãe, foi vendida em leilão aos 1,5 anos para Thalita, mas foi criada no garanhão até os três anos, quando iniciou o processo de domesticação com Franco Zecchini. Logo, ela se destacou nas novas provas de cavalos e ganhou fama. Aos oito anos foi enviada pelo seu dono para treinar com Yuri Mansur na Holanda, com quem desde então se junta em competições de alto nível na Europa e na América. Texto inicial do plugin Vantagens e cuidados “A construção da Miss Blue como atleta olímpica foi inspirada e cuidada como atletas de alto rendimento, levando em consideração outras atletas que tiveram que abandonar precocemente a carreira devido a lesões graves”, afirma Thalita. Segundo ela, a união de dono, cavaleiro e cavalo é fundamental para planejar estratégias que visem a condição física, mental e nutricional, proporcionando os melhores resultados, respeitando sempre os limites do animal. Nascida no Brasil, Miss Blue tem uma adaptação natural aos climas quentes. Thalita afirma que a resistência às altas temperaturas torna a égua menos suscetível à queda de desempenho, principalmente em condições climáticas semelhantes às de Versalhes, onde serão realizadas as etapas do esporte. Miss Blue mora na Holanda Getty Images Outra vantagem que pode ajudar nas Olimpíadas de 2024 é a resistência da égua, que, segundo o proprietário, tem uma capacidade de recuperação pós-corrida excepcionalmente rápida. “Ao contrário de muitos concorrentes, ela não necessita de grandes quantidades de soro para se recuperar, demonstrando uma vitalidade impressionante.” A proprietária afirma ainda que Miss Blue é submetida regularmente a exames antidoping, garantindo sua participação limpa e ética em todos os exames. Entre os cuidados especiais que ela recebe está o uso de um shampoo desenvolvido especialmente para ela no tratamento da dermatite de metacarpo, condição causada pela serragem do pasto. Química perfeita Neste ano, a égua ficou de fora de algumas provas da categoria para não se desgastar em campeonatos mais importantes, como GPs e Olimpíadas. O planejamento deu frutos. A equipe Yuri e Miss Blue conquistou o título no tradicional Grand Prix Longines de Hamburgo, no dia 11 de maio, na Alemanha, competindo com outras 50 equipes no salto e limpando a pista (na prova, as faltas somam pontos e quem terminar com o menos pontos ganha). e no menor tempo). Na final, a dupla brasileira ainda venceu o campeão olímpico, o suíço Steve Guerdat, que montou Lancelotta e ficou em segundo lugar. Mansur, o melhor cavaleiro brasileiro nas Olimpíadas de Tóquio, disse ao Globo Rural que Miss Azul é um fenômeno que ele “ganhou” de presente de Natal, mas não acreditava que conseguiria treiná-la para ser um animal olímpico em tal pouco tempo. Saiba mais taboola “Conheci o Vitor Teixeira (um dos principais cavaleiros do Brasil que participou de três Olimpíadas) nos Jogos de Tóquio e ele me disse que tinha uma égua muito boa no Brasil que eu poderia treinar. No dia de Natal, a dona Thalita me ligou e disse que me mandaria a égua. Ela chegou em maio. Foi uma combinação e química impressionante entre três malucos: eu, a égua e a Thalita. Com pouco mais de sete meses de trabalho, no ano passado vencemos o principal evento hípico do mundo, o GP de Aachen, na Alemanha.” Yuri conta que o preparo começou com a busca pela alimentação correta para construir a musculatura e o comportamento da Miss Blue, além de tratar seus cascos para uma melhor locomoção. Depois veio o treino de adestramento para a égua entender os controles do cavaleiro e criar a conexão e os fundamentos do percurso de salto. Por fim, o grupo foi às competições para ganhar “horas de voo”. Yuri Mansur e Miss Blue estreiam nas Olimpíadas na segunda-feira Getty Images “Para que Miss Blue seja a maior favorita dos Jogos de 2024 no salto, ela só precisa de quilometragem. Ele é como o Endrick (jogador da Seleção Brasileira e do Real Madrid), um novato entre as feras que consegue fazer muitos gols”, diz Mansur, cavaleiro que só começou a montar aos 14 anos, quando conseguiu comprar um cavalo no valor de US$ 100. Segundo a atleta, Miss Azul sofreu uma lesão antes do Pan do ano passado e passou quatro meses se recuperando. “Ela só voltou a pular em fevereiro deste ano. Fui convidado para a competição de Hamburgo, a segunda mais importante da Europa. e decidi arriscar com ela. Vencemos novamente e estamos prontos para buscar uma medalha em Paris.” Conflito Na Europa, Miss Blue compete com o nome Miss Blue-Saint Blue Farm, registrado pelo proprietário na federação holandesa. A questão do nome é objeto de ação judicial movida pela família do haras Rosa Mystica contra Thalita. do Hipismo, Fernando Sterb, a égua está registrada no Brasil como Miss Blue Mystic Rose, mas a entidade é obrigada a respeitar os regulamentos da Federação Equestre Internacional. Devido ao conflito, nas Olimpíadas a égua deve usar apenas o nome Miss Blue.
taxa de juros para empréstimo
o que cai na prova da pmmg
como fazer empréstimo no bradesco
bpc loas pode fazer empréstimo
sac banco bmg
bradesco empréstimo consignado
saturação idoso tabela
0