O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, anunciou que o governo federal decidiu conter R$ 15 bilhões no Orçamento deste ano, como forma de manter o déficit fiscal entre zero e 0,25% do Produto Interno Bruto.
“Teremos que conter R$ 15 bilhões para manter o ritmo de cumprimento do marco”, disse Haddad. “São R$ 11,2 bilhões bloqueados por excesso de despesas e R$ 3,8 bilhões em contingência, por conta de receitas, principalmente pelo fato de os problemas pendentes no STF não terem sido resolvidos”, acrescentou o chefe da Fazenda, ao lado do ministro de Planejamento, Simone Tebet.
“O bloqueio é aquele valor necessário que tem que ser contingente para não ultrapassar o limite previsto na lei complementar que definiu o novo marco fiscal das despesas. Como acertamos o teto de 2,5% acima da inflação, esse valor está excedendo. Em quanto? Em R$ 11,2 bilhões. Em relação à receita, você calcula a contingência”, explicou o chefe da equipe econômica.
Segundo Haddad, no dia 22 de julho a área econômica detalhará esses números por meio do Relatório de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias do 3º bimestre, documento em que o déficit fiscal ficará “próximo da faixa”, entre zero e 0, 25%, levando em conta que a Receita Federal, “por prudência”, não cogita possíveis compensações.
“[O déficit fiscal] cai dentro da faixa, entre zero e 0,25% [do PIB]. Lembrando que neste exercício que a Receita realizou não está considerando atualmente os efeitos da compensação prevista na decisão do STF. Vai ficar próximo do teto da banda, nesta reportagem. É isso que consta neste relatório”, disse Haddad.
Além disso, o ministro explicou que o contingenciamento de R$ 3,8 bilhões poderá passar por uma “reavaliação” caso as negociações em torno da compensação tributária avancem no Senado. “A contingência pode ser revista, o bloqueio é mais difícil”, acrescentou Tebet.
Sobre o pente fino feito pelo governo nos programas sociais, Haddad respondeu que a previsão da meta anualizada continua sendo a anunciada anteriormente, de R$ 25,9 bilhões para o próximo ano. Questionado se Lula estava convencido da necessidade do bloqueio, Haddad não quis responder. A ministra do Planejamento, Simone Tebet, intercedeu: “ele já estava convencido lá atrás, hoje foi muito fácil. É muito fácil”.
Depois, Haddad disse que se fez o anúncio foi porque Lula estava convencido. “Hoje foi tranquilo, ele estava convencido lá atrás”, repetiu o ministro do Planeamento.
A coletiva de imprensa ocorreu após reunião entre membros da Diretoria de Execução Orçamentária (JEO), formada por integrantes da ala política e econômica do governo, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O objetivo do encontro foi conciliar duas visões distintas na gestão petista. Isso porque membros da ala desenvolvimentista do governo defendiam a limitação da contenção a pouco mais de R$ 10 bilhões, enquanto a equipe econômica – com apoio da articulação política do Executivo – estudava uma restrição maior.
A reunião contou com a presença dos ministros Haddad, Rui Costa (Casa Civil), Simone Tebet (Planejamento), Esther Dweck (Gestão e Inovação em Serviços Públicos), além dos secretários executivos do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, e do Secretário Especial Secretário de Análise de Governo da Casa Civil, Bruno Moretti.
De acordo com Valor Apurou, a ala que defende a expansão dos gastos argumentou, junto com o presidente, que a restrição deveria ficar em torno de R$ 10 bilhões ou R$ 16 bilhões, no máximo. Isto porque, sobretudo, o risco é que a máquina pública seja afetada no seu funcionamento. Na opinião de interlocutores desse grupo, um corte de R$ 20 bilhões ou mais seria capaz de obrigar alguns órgãos a paralisar completamente as atividades, tamanho o impacto.
Tanto a contingência como o bloqueio representam restrições temporárias de gastos. O novo quadro fiscal, no entanto, estabeleceu motivações diferentes. O bloqueio ocorre quando os gastos do governo aumentam mais do que o limite de 70% de crescimento das receitas acima da inflação. A contingência ocorre quando há falta de receita que comprometa o alcance da meta de resultado primário.
Conteúdo publicado originalmente no Valor PRO, serviço de informações em tempo real do Valor Econômico.
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