O governo de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ativou o Justiça nesta terça-feira (23) para perguntar ao suspensão da greve nacional de servidores INSS (Instituto Nacional de Segurança Social). A organização também vai reduzir o salário dos grevistas, descontando do seu salário os dias de greve..
O Executivo decidiu endurecer a sua postura nas negociações dado o risco de o movimento comprometer as ações de revisão de despesas, cruciais para o encerramento das contas do Orçamento de 2024 e 2025, e anular os esforços para reduzir a lista de espera dos segurados.
O diagnóstico de que o movimento cresceu nos últimos dias acendeu um sinal amarelo dentro do governo.
Representantes da categoria, por sua vez, cobram o cumprimento de acordos anteriores e melhorias salariais. “A greve é mesmo para causar impacto. Pressionar o governo para que responda às demandas dos servidores o mais rápido possível”, afirma o diretor da Fenasps (Federação Nacional dos Sindicatos dos Trabalhadores na Saúde, Trabalho, Previdência e Assistência). ), Viviane Peres.
Segundo a entidade, mais de 400 agências do INSS, localizadas em 23 estados e no Distrito Federal, estão fechadas ou funcionando parcialmente..
Os funcionários em regime de teletrabalho também aderiram ao movimento. O SINSSP-BR (Sindicato dos Trabalhadores da Segurança Social e da Segurança Social do Estado de São Paulo), que está envolvido na greve em todo o país, estima que cerca de 40% das tarefas dos trabalhadores em teletrabalho foram afetadas pela greve.
A greve começou este mês e tem tido um impacto crescente nos atendimentos presenciais e também na análise de candidaturas.
Procurado pela reportagem, o INSS disse que 9,6% dos empregados de todo o país aderiram à greve, segundo relatório desta terça. A agência confirmou que os dias parados serão descontados dos salários. Segundo o INSS, essa é uma regra geral em caso de greve, e os funcionários do órgão já foram informados sobre a regra.
A ação judicial contra a greve dos servidores do INSS foi movida pela AGU (Procurador-Geral da União) junto ao STJ (Superior Tribunal de Justiça), sob o argumento de que os servidores do INSS não podem paralisar a prestação de um serviço essencial à sociedade.
Segundo relatos de dois membros do governo, o INSS vinha minimizando os impactos da greve nas negociações de bastidores, afirmando que a participação foi baixa. As mobilizações dos últimos dias, porém, desencadearam um alerta dentro do governo, que conta com as ações do órgão para considerar o Orçamento de 2024 e 2025.
Este ano, o governo incorporado à despesa estima uma expectativa de economia de R$ 9 bilhões com a revisão das despesas, a maior parte proveniente do seguro Social. Até 2025, a promessa é cortar R$ 25,9 bilhões em gastos obrigatórios.
Para o efeito, o Executivo elaborou um plano de revisão de benefícios, subsídio de doença, por aposentadoria por invalidez Isso é BPC (Benefício de Prestação Continuada), pago a idosos de baixa renda e pessoas com deficiência. Aderir a este cronograma minucioso é considerado essencial para alcançar as economias projetadas.
Na opinião de um dos técnicos, o momento é grave, pois a continuidade da greve atrasará as revisões dos benefícios, previstas para começar em agosto.
Outro membro do governo afirma que existe o risco de os pedidos voltarem a ficar na fila. Isso ajuda a segurar despesas no curtíssimo prazo, mas gera uma conta maior na hora de regularizar pagamentos no futuro. Caso o benefício seja concedido, o pagamento é devido a partir do momento do pedido — ou seja, quanto maior o atraso, maior o valor retroativo e a incidência de juros.
Nos últimos meses, o governo tem feito um esforço para reduzir a fila do INSS. Em junho, o estoque de requisitos ficou em 1,35 milhão, contra 1,8 milhão no mesmo mês de 2023.
consignado para servidor público
empréstimo pessoal banco pan
simulador emprestimo aposentado caixa
renovação emprestimo consignado
empréstimo com desconto em folha para assalariado
banco itau emprestimo