Em reunião que reuniu produtores rurais, parlamentares e três ministros de Estado em Porto Alegre (RS), o governo federal anunciou ontem que publicará, até o final deste mês, uma medida provisória para renegociar dívidas e reestruturar o setor agropecuário em RioGrande do Sul. Houve até garantia de remissão total da dívida para os casos mais extremos, questão que enfrenta resistência entre membros da equipa económica.
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A intenção é conceder descontos nas parcelas do financiamento rural e prorrogar outros prazos. Os prazos ainda serão definidos. Ontem, o governo também oficializou o aporte de R$ 600 milhões ao Fundo Garantidor de Operações (FGO) para garantir a contratação de empréstimos de pequenos e médios produtores gaúchos até o final deste ano.
“Chegamos ao consenso de que onde há terras devastadas, onde as cheias passaram e destruíram vidas e bens, há vontade e intenção do governo de até eliminar dívidas”, disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na reunião.
A ideia é garantir o perdão total das dívidas aos mais afetados, sem limite de valor desse perdão. “Se você perdeu tudo, é só isso que tem que ser anistiado. Encontraremos os critérios para avaliar e isso estará na MP”, disse. “Não há como deixar esses produtores endividados”, acrescentou.
O ministro do Desenvolvimento Agrário, Paulo Teixeira, disse que a ideia é conceder desconto de até 30% nas parcelas com base em informações fornecidas pelos produtores por meio de autodeclaração. Para perdas maiores, seria necessária uma avaliação técnica e a emissão de laudos para atestar a extensão do dano e, consequentemente, o perdão da dívida. “Todos que perderam terão suas dívidas perdoadas na proporção do que foi perdido. Outras dívidas serão prorrogadas.”
Sem uma solução única para o Estado, Fávaro confirmou que serão criados comitês integrados, com a participação de órgãos de controle e equipes técnicas, para atestar a extensão das perdas dos produtores e tomar medidas caso a caso. A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater/RS) deverá aderir aos grupos. A empresa solicitou recursos para aquisição de caminhões, tablets e celulares.
“Vamos criar comissões, provavelmente municipais, para elaborar um relatório que comprove o tamanho do prejuízo. Se você teve uma perda total, perdão total [das dívidas], se houve perda de 30%, perdão de 30%”, disse Fávaro. Os grupos farão uma “avaliação para confirmar quem precisa de qual medicamento”, acrescentou.
O objetivo é estabelecer critérios para avaliar, por meio do CPF, a situação de cada produtor, mensurar perdas e direcionar medidas de apoio, além de prevenir fraudes na alocação de recursos públicos.
Fávaro disse que uma proposta avaliada pelo governo, de prorrogar em três anos os vencimentos de outras dívidas, também pode ser insuficiente para casos específicos. Encontrar uma solução para a dívida anterior à catástrofe climática de Abril e Maio é uma das novas tarefas a cumprir, reforçou Paulo Teixeira.
Outras duas medidas deverão ser adotadas para facilitar o fluxo de crédito no Rio Grande do Sul. Teixeira disse que vai pedir ao ministro das Finanças, Fernando Haddad, a retirada do Acordo de Basileia, que prevê mecanismos e requisitos de medição de risco para os bancos, para os produtores estatais.
O governo também deve enviar ao Congresso Nacional (PLN) um Projeto de Lei para alterar a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) deste ano e retirar do texto um trecho que impõe restrições de acesso a financiamento para produtores e empresas que estejam “negativas”. O objetivo é remover as “correntes” que têm impedido as pessoas afetadas pelas enchentes no Rio Grande do Sul de buscarem novos empréstimos junto às instituições financeiras, disse o ministro extraordinário da reconstrução do Estado, Paulo Pimenta.
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