Embora parlamentares da base governamental tenham se mobilizado para tentar barrar o início da discussão do projeto que busca anistiar os condenados por atos golpistas de 8 de janeiro 2023, a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara iniciou a sessão esta tarde para debater o projeto relatado pelo deputado Rodrigo Valadares (União-SE).
Antes do início da sessão, deputados aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estiveram presentes na CCJ, com o objetivo de dificultar que o painel principal atingisse o quórum mínimo para iniciar os trabalhos.
Momentos antes do início da sessão o Ministro das Relações Institucionais Alexandre Padilhaa, afirmou que o governo trabalharia para que o projeto não fosse votado. “A agenda prioritária do Congresso Nacional tem que ser medidas que consolidem esse novo ciclo de crescimento do país. Qualquer projeto que se desvie disso não é prioridade, principalmente projetos como esse que levam ao aumento da intolerância”, disse Padilha, após reunião nesta terça-feira (10) com o ministro da Fazenda, Fernando Haddadpara tratar da agenda legislativa da semana.
A mobilização, porém, não foi eficaz. Os parlamentares da oposição se organizaram melhor e garantiram o número mínimo de presenças necessárias para a abertura da reunião da CCJ.
O projeto começará a ser discutido pela comissão com a leitura do parecer de Valadares, que é favorável à anistia. O PL do ex-presidente JairBolsonaro O apoio aos candidatos à presidência da Câmara está condicionado ao voto favorável dos seus partidos nesta questão. O PP deve apoiar a candidatura do líder dos Republicanos, deputado Hugo Motta (PB), que é aliado do presidente nacional do partido, senador Ciro Nogueira (PP-PI).
Em troca do apoio da oposição para fazer o sucessor do presidente da Câmara, Artur Lira (PP-AL), o PP trocou dois de seus membros na CCJ para que os novos deputados votassem a favor da anistia aos golpistas de 8 de janeiro, que arrombaram e vandalizaram as sedes dos três Poderes da República em 2023 em protesto contra a vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Desde ontem, o PP promoveu cinco alterações na comissão. Os deputados Aguinaldo Ribeiro (PB) e Fausto Pinato (SP), aliados do governo Lula (PT), não integram mais a comissão. Dois bolsonaristas entraram no local: delegado Fábio Costa e Pedro LúpioNPR). Além disso, o deputado Amanda Gentile (MA) ingressou na CCJ como suplente.
Com Motta, atualmente favorito ao pleito, três nomes tentam se unir na disputa: Elmar Nascimento (União-BA)Isnaldo Bulhões (MDB-AL) e Antonio Brito (PSD-BA).
Além da anistia, a CCJ também deverá votar esta semana quatro propostas para restringir as competências do Supremo Tribunal Federal (STF), em meio ao embate com o Congresso sobre a decisão de suspender o pagamento de emendas parlamentares ao Orçamento.
Entre esses projetos está aumentar a lista de ações que podem levar a impeachment dos ministros do Tribunal, limitar o decisões monocráticas (individual) e permitir que o Legislativo suspenda a eficácia dos julgamentos do Supremo Tribunal sobre a constitucionalidade de leis e normas.
Jéssica Sant’Ana colaborou
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