A arrecadação de impostos federais atingiu R$ 231,044 bilhões em julho, aumento de 9,55% em um ano, segundo a Receita Federal. Até o momento neste ano, a receita atingiu R$ 1,529 trilhão, um aumento de 9,15% na comparação anual. Sem correção pela inflação, a receita subiu 14,48% no mês passado.
Considerando apenas as receitas administradas pela Receita Federal, houve aumento real de 9,85% no mês passado, totalizando R$ 214,792 bilhões. No ano, os administrados totalizaram R$ 1,45 trilhão, aumento real de 9,07%.
A receita própria de outros órgãos federais (onde se encontram os dados dos royalties do petróleo, por exemplo) foi de R$ 16,252 bilhões no mês passado, um aumento real de 5,71%. No ano, as receitas de outros órgãos atingiram R$ 79,431 bilhões, aumento real de 10,71%.
O governo federal deixou de arrecadar R$ 72,3 bilhões nos primeiros sete meses de 2024 devido à desoneração fiscal. Os dados representam uma queda de R$ 15 bilhões em relação ao mesmo período de 2023.
As fontes de renúncia do governo federal em 2023 foram: PIS/Cofins sobre combustíveis (R$ 2 bilhões); Imposto sobre Produtos Industrializados (R$ 1,1 bilhão); cesta básica (R$ 385 milhões); transporte público (R$ 385 milhões); entidades beneficentes (R$ 806 milhões); lucro presumido (R$ 1 bilhão); outros, que incluem o Simples Nacional (R$ 66,5 bilhões).
Estes números são importantes porque ajudam a avaliar se é ou não viável para o governo cumprir o quadro fiscal este ano.
A última previsão do governo apontava resultado de déficit primário de R$ 28,8 bilhões. Esse resultado está dentro do limite permitido pelo quadro fiscal (cerca de R$ 28,8 bilhões de déficit neste ano), o que equivaleria a um resultado negativo de 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB). No relatório anterior, referente a março e abril, a previsão de déficit era de R$ 14,5 bilhões neste ano.
Essas previsões fazem parte do planejamento de receitas e despesas do governo federal. Portanto, com base neles, o mercado calibra as expectativas para o monitoramento das contas públicas. O panorama permite entender se é ou não viável para o governo cumprir a meta fiscal deste ano no quadro atual ou se novas medidas precisam ser tomadas para que a regra seja cumprida.
Cumprir a meta seria um sinal aos investidores de que tudo está indo bem, obrigado. Isso reduziria a percepção de risco e, portanto, os prêmios exigidos para investir no Brasil. Simplificando: contas públicas saudáveis atraem mais investidores. Se entrarem mais investidores, principalmente estrangeiros, a tendência é que a bolsa suba e o dólar caia.
A questão fiscal ganha ainda mais importância agora que o cenário global se tornou mais incerto devido à perspectiva de uma possível recessão nos Estados Unidos. Isso porque, se a maior economia do mundo mostrar fragilidade, os investidores evitarão mercados mais arriscados, como o Brasil. Portanto, o mercado espera sinais do governo de que as contas públicas estão sob controle para não afastar daqui os estrangeiros.
É importante lembrar, porém, que receitas fortes são um sinal positivo, mas não significa que tudo esteja sob controle do ponto de vista fiscal. Portanto, é importante que as receitas aumentem, desde que as despesas diminuam para que haja equilíbrio.
Contém informações do Valor PRO, serviço de notícias em tempo real do Valor Econômico
juros emprestimo bancario
simular emprestimo pessoal itau
emprestimo aposentado itau
quem recebe bpc pode fazer financiamento
empréstimo caixa simulador
quanto tempo demora para cair empréstimo fgts banco pan
empréstimo consignado do banco do brasil