O uso de Plano de Gestão Administrativa (PGA) voltou ao foco da pensão Isso é pensãoque procuram o Flexibilização destes recursos para ações de promoção e atração de novos associados. A nova proposta inclui a criação de faixas de utilização do fundo, que é composto pela taxa administrativa paga pelos participantes.
O assunto foi discutido nesta sexta-feira (26) com entidades do setor no segundo e último dia do Encontro de Profissionais de Investimentos e Previdência dos Fundos de Pensão do Norte e Nordeste (Epinne-EPB), em Reciferealizado pela Fundação Chesf de Assistência e Seguridade Social (Fachesf).
Quem lidera as discussões sobre flexibilização em nível nacional é a Associação Brasileira das Entidades Fechadas de Previdência Complementar (Abrapp), ao lado da Associação Nacional dos Contadores das Entidades de Previdência (Ancep). Ambos representam outras organizações aliadas.
Segundo a Abrapp, a ideia foi bem recebida em um grupo de trabalho criado em Ministério da Segurança Social para a modernização regulatória do setor, cujas atividades, previstas para durar seis meses, terminaram em junho. A regra agora está com o Ministério e deve ser analisada pelo Conselho Nacional de Previdência Complementar (CNPC), mas nenhuma data ainda foi anunciada.
A proposta define cinco faixas, de acordo com o saldo do Fundo Administrativo de cada entidade, segmentando-o em diversas categorias, que permitem a utilização escalonada do estoque. Com isso, todas as entidades, independentemente do saldo do fundo administrativo, poderiam utilizar parcialmente esses recursos.
A flexibilidade na utilização dos valores, porém, não é ilimitada: está condicionada à realização de estudo de viabilidade econômico-financeira do fundo administrativo, com prazo sugerido de 12 anos, ajustável conforme regulamentação.
Segundo as entidades, o estudo é uma ferramenta essencial para a Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Prévic) pode monitorar adequadamente a aplicação dos recursos, garantindo que os investimentos sejam feitos de forma responsável e alinhados com os interesses dos participantes.
A norma do CNPC hoje em vigor prevê que, a partir de 31 de dezembro de 2017, as entidades com excedentes poderão separar parte do fundo administrativo e colocá-lo num fundo partilhado. Com isso, o “excedente” — como é chamado — pode ser utilizado para inovação e atração de novos participantes. Ao mesmo tempo, uma entidade com excedentes anteriores à data de corte não pode aceder aos mesmos para este efeito.
Para as fundações, esta condição cria um cenário desigual. Embora algumas entidades consigam avançar nas suas estratégias de crescimento, outras permanecem estagnadas devido à falta de recursos. Hoje, o valor desvinculado de recursos administrativos é de R$ 33 milhões, considerando apenas as entidades que puderam e quiseram fazer esse movimento, que as organizações consideram um valor “muito pequeno”, considerando o valor total da PGA setorial.
“Isso está fixo, hoje o dinheiro arrecadado pela taxa administrativa existe para cobrir apenas o custo da operação. A entidade não tem facilidade para aplicar o valor que sobra do fundo de administração em outras áreas estratégicas para o seu crescimento”, afirma Jarbas Biagi, presidente da Abrapp.
Biagi destaca ainda que a taxa média de administração da previdência complementar, de 0,3% ao ano, é uma das mais baixas do mercado. Além disso, o custo administrativo é dividido pelo número total de associados.
O presidente da Fundação de Previdência Complementar dos Servidores Públicos Federais (Funpresp), Cícero Dias, afirma que o impasse está no repasse de recursos, já que o valor do fundo administrativo foi formado por quem contribuiu, e o valor será usado para atrair novas pessoas.
“Mas, no final, isso vai ajudar a reduzir custos administrativos para todos”, observa Dias. A Funpresp é favorável à atualização da norma: “Mais gente precisa de seguridade social, por que nós, entidades sem fins lucrativos, não podemos abrir a oportunidade de oferecer esse benefício para mais gente com um custo barato?”, questiona o presidente.
A coordenadora financeira da Fachesf, Elizabete Silva, destaca ainda que a proposta inclui mecanismos de transparência e diálogo com os participantes. “O que importa para o investidor da PGA é quanto ele vai pagar. Esta questão faz parte do dia a dia das entidades e é de extrema importância para a sustentabilidade dos fundos. Precisamos pensar no PGA de forma mais estratégica.”
*O jornalista viajou a convite do evento.
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