Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a agricultura familiar é responsável por cerca de 70% dos alimentos que chegam à mesa dos brasileiros, incluindo produtos como feijão, arroz, milho, leite, batata e mandioca. Estes pequenos agricultores desempenham um papel fundamental no abastecimento do mercado interno e na garantia da segurança alimentar do país. No entanto, este setor enfrenta desafios significativos, como a falta de acesso a políticas públicas específicas, infraestrutura adequada e serviços jurídicos e contábeis que possam auxiliar na resolução de questões burocráticas e tributárias (AgroLink)(SindicarioNET).
Um dos maiores problemas enfrentados pela agricultura familiar, que pode colocar em risco sua sobrevivência, segundo o diretor do Contabilidade InternacionalRoger Mitchel, é a elevada carga tributária, principalmente na transferência de bens aos herdeiros. “Taxas e impostos atingem um percentual muito elevado do valor do bem no momento da transferência. São valores que, na maioria dos casos, os herdeiros não conseguem suportar, por não terem liquidez para o fazer. Impossibilitando assim que a família continue nessas terras e produza”, afirma Mitchel.
Para o especialista, a solução pode estar na adoção de uma estratégia já difundida entre as grandes agroindústrias, mas ainda pouco conhecida pelos pequenos e médios produtores. O Exploração Rural É uma estrutura jurídica que permite a gestão do patrimônio do produtor e de seus negócios, oferecendo proteção ao patrimônio, simplificação da gestão, facilidade de sucessão e até redução da carga tributária.
Isso porque a tributação sobre a transferência de bens é a mesma para todos os setores do país, sem considerar as especificidades do agronegócio familiar. Roger Mitchel cita o Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação de Quaisquer Bens ou Direitos (ITCMD) de 8%, até 15% sobre honorários advocatícios, cerca de 2% sobre custas judiciais, 4% sobre Imposto sobre Transmissão de Bens Imóveis (ITBI), além a 1% para a escritura e entre 15% e 22,5% de imposto sobre ganhos de capital. Esses valores podem representar até alguns milhões de reais, dependendo do tipo de imóvel, num setor que já demanda altos investimentos em máquinas, equipamentos, insumos, entre outros.
“Ou seja, essas taxas podem significar o fim da sucessão familiar e a necessidade de venda de imóveis para grandes corporações. Portanto, se há um tipo de ativo que precisa de uma holding é o agronegócio familiar. É essencial porque também protege uma atividade económica vital”, afirma Mitchel.
De acordo com o mais recente Anuário Estatístico da Agricultura Familiar, divulgado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores Rurais Agricultores e Agricultores Familiares (CONTATO), a agricultura familiar ocupa 23% da área agrícola do Brasil e possui cerca de 3,9 milhões de propriedades. É também responsável por 67% das ocupações nas áreas rurais, empregando aproximadamente 10,1 milhões de trabalhadores. Esses dados reforçam a relevância da agricultura familiar para a economia do país, principalmente nas regiões com menos de 20 mil habitantes (CONTAG)(Canal Rural).
“Os grandes produtores já utilizam holdings, mas o desafio da Contabilidade Internacional é fazer com que esse conhecimento chegue às pequenas e médias empresas, que são o público que mais precisa e menos sabe. Esta é também uma forma de proteger a segurança alimentar nacional, garantindo alimentos para o mercado interno, já que os grandes produtores tendem a apostar na exportação”, acrescenta o especialista.
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