Os fundos de infraestrutura (FI-Infra) encerraram o mês de agosto com valorização de 1%, atrás apenas dos fiagros, que registraram alta de quase 5% no mesmo período. No acumulado em 12 meses, porém, FI-Infras são unânimes na rentabilidade, com alta de 11,90%, superando fundos imobiliários, fundos do agronegócio e até CDI e IMA-Bíndices utilizados como referência em aplicações de renda fixa atrelados a taxas de juros e inflação.
Em geral, fundos de infraestrutura investem em debêntures incentivadastítulos de dívida de médio e longo prazo, emitidos por empresas privadas com o objetivo de arrecadar fundos para financiar projetos de investimento em diferentes setores relacionados à infraestrutura.
À medida que as empresas emissoras captam recursos para financiar concessões, como aeroportos, rodovias e portos, o governo concede benefícios fiscais que, aos investidores, são repassados por meio de isenção de imposto de renda e IOF.
E a principal vantagem do FI-Infra é, justamente, a isenção do Imposto de Renda não só sobre os rendimentos, mas também sobre o ganho de capital quando a ação é vendida.. No caso de fundos imobiliários e trustes, por exemplo, há uma tributação de 20% sobre o valor do ganho de capital.
Ao investir em um fundo de infraestrutura, portanto, o investidor adquire uma posição em uma cesta diversificada de debêntures, mitigando os riscos de investir em apenas um título, por exemplo, e garantindo também a isenção fiscal.
Geralmente, as debêntures presentes no FI-Infras pagam IPCA mais taxa pelo prêmio de risco. Essa taxa de juros pré-fixada é definida no momento da emissão, acrescida da variação da inflação.
No momento, as taxas da carteira dos FI-Infras mais negociados na bolsa variam entre IPCA + 6,7% e IPCA + 9,4%. Em média, o estudo de Guia, os fundos estão pagando variação do IPCA mais taxa pré-fixada de 7,8%, 1,7 ponto acima da taxa oferecida pelo Tesouro IPCA+ (do Tesouro Direto) com vencimento em 2035, de 6,11%.
“O maior retorno desta classe de ativos é, pelo menos em parte, explicado pelo maior risco de crédito dos ativos investidos pelo fundo”, destaca Fernando Siqueirachefe de análise da Guide.
O que todo investidor gosta… dividendos!
Em relação a dividendosembora os fundos de infraestrutura não tenham obrigação regulatória de distribuição de resultados, os gestores adotam uma política semelhante à dos fundos imobiliários, ou seja, de realizar distribuição mensal de rendimentos aos acionistas.
De acordo com uma pesquisa realizada pela Guide, os FI-Infras mais negociados distribuíram retorno em dividendos (rendimento de dividendos) entre 9,2% e 15,5% nos últimos 12 meses, com a maioria pagando rendimento acima de 10% aos investidores.
“As rentabilidades dos fundos de infraestrutura, aliadas à maior previsibilidade das receitas e ao caráter defensivo, foram fatores que atraíram novos investidores para a classe”, destaca a equipe de análise do XP no relatório.
“Além disso, a maior procura por debêntures incentivadas e a maior representatividade do setor privado nos investimentos em infraestrutura também impulsionaram o desenvolvimento da classe e a entrada de novos fundos no mercado.”
Não admira, Há dois anos, o mercado tinha menos de 10 FI-Infras listados e hoje já conta com 20 fundos listados, totalizando um patrimônio líquido (PL) acima de R$ 12 bilhões.
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