O Ministério das Finanças não deverá fazer “grandes” alterações às suas novas projeções macroeconómicas, segundo fonte ouvida esta quarta-feira pelo Valor. Os números serão divulgados amanhã, quinta-feira, pela secretaria no Boletim Macrofiscal.
Segundo a fonte, a tendência é que o documento não traga “grandes novidades” e siga um “cenário mais parcimonioso”. Atualmente, o Ministério das Finanças projeta um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,5% para este ano e de 2,8% para o próximo.
Ontem, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que, “se o dinheiro que colocamos em circulação neste país estiver circulando, cresceremos mais de 2,5%” em 2024. A afirmação foi feita em reunião com representantes do indústria alimentícia no Palácio do Planalto, onde executivos anunciaram investimentos de R$ 120 bilhões até 2026. Desse total, R$ 23 bilhões já foram investidos no ano passado.
No mesmo evento, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também afirmou que é “provável” que a projeção oficial do ministério para o crescimento do PIB deste ano seja revisada para cima.
“Somos sempre parcimoniosos, porque não queremos sofrer um revés. Mas tudo indica que, mesmo com a calamidade no Rio Grande do Sul, que atingiu um estado que responde por quase 8% do PIB brasileiro, a economia não parou de crescer. Mesmo com o bloqueio externo, as preocupações com o Fed (Federal Reserve, o banco central americano), as repercussões no nosso BC (Banco Central) aqui, a economia continua crescendo”, disse.
Na manhã de ontem, após reunião com o próprio Haddad, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante, também afirmou que o Ministério da Fazenda precisaria recalcular para cima suas projeções.
“Através do BNDES teremos um crescimento maior do que o projetado até agora”, afirmou, citando a ampliação tanto das aprovações quanto dos desembolsos das operações de crédito realizadas pela instituição.
No caso dos indicadores de inflação, as respectivas projeções do Ministério da Fazenda para 2024 e 2025 são: Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 3,7% e 3,2%; Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) de 3,5% e 3,1%; Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) de 3,5% e 3,4%.
O Boletim Macrofiscal é importante porque serve de guia para a elaboração do Orçamento federal e para os cálculos de contingenciamento e bloqueio de recursos – estes últimos necessários para que a União cumpra, respectivamente, o limite de gastos estabelecido pelo marco fiscal e pelo primário. meta de resultado.
Conforme publicado pelo Valor No início do mês, a equipe econômica trabalhou com bloqueios e contingências que somavam R$ 10 bilhões. O número oficial será divulgado pelos Ministérios da Fazenda e do Planejamento e Orçamento no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas Primárias.
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