A taxa de investimento do Brasil a partir de 2024 deverá se estabilizar numa faixa entre 15% e 16% do PIB até 2029, levando o país de volta ao “top 20” das piores taxas entre cerca de 170 nações para as quais o Fundo Monetário Internacional (FMI) tem estimativas.
Segundo economistas, são vários os problemas que fazem com que o Brasil tenha uma baixa taxa de investimento.
Primeiro, a taxa de poupança interna do país é baixa, o que significa que restam poucos recursos para investir. Isto poderia ser complementado com recursos externos, mas o Brasil toma pouco dinheiro emprestado do resto do mundo, diz Felipe Camargo, economista sênior para mercados emergentes da consultoria Oxford Economics.
Apesar do bom volume de reservas internacionais, a taxa de câmbio brasileira também está mais depreciada do que deveria, devido, por exemplo, à pior situação fiscal e classificação de crédito do Brasil, aponta Camargo. “Como consequência, importamos muito menos bens de capital.”
Outro fator que ajuda a explicar o baixo índice de investimento do Brasil, segundo Camargo, é a elevada carga tributária. Se as empresas forem mais tributadas e o seu funcionamento se tornar mais caro, também restam menos recursos para as empresas fazerem investimentos privados.
Além disso, Camargo diz “suspeitar” que o país importe menos porque incide ICMS sobre impostos de importação. “A base de cálculo do ICMS é péssima para quem compra navios, máquinas e equipamentos etc. do exterior e traz para cá, porque além de pagar um imposto de importação muito alto, você também paga uma alíquota de ICMS em cima desse valor.” Esse problema de “imposto em cima de imposto”, pondera Camargo, poderá melhorar com a reforma tributária aprovada.
Sem um ajuste fiscal mais amplo do lado dos gastos, porém, torna-se mais difícil reduzir a carga tributária global, aponta o economista.
A sustentabilidade fiscal também é importante porque, sem ela, o receio é que uma trajectória crescente da dívida faça descer as taxas de juro. “E as altas taxas de juros são inimigas dos investimentos”, diz Ernesto Revilla, economista-chefe para a América Latina do Citi.
O quadro fiscal também significa que o governo tem pouca capacidade de agir, observa Francisco Pessoa Faria, economista sénior da LCA Consultores.
“A participação do governo no PIB piorou muito nos últimos anos. É muito difícil atingir uma taxa de investimento próxima da de outros países sem uma recuperação da capacidade de investimento do Estado”, afirma.
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