Ó Bitcoin (BTC) acompanhou o colapso do mercado de ações japonês e alcançou cair perto de 20% hojeperdendo brevemente até mesmo o nível de US$ 50 mil antes de se recuperar e retornar para US$ 54.000.
Para especialistas em criptografia, a “venda” é momentânea, pois foi produzida por fatores extrínsecos ao mundo criptográfico. Em outras palavras, manter os fundamentos das moedas digitais, como bitcoin e éter (ETH) levaria os investidores a comprar novamente após o “pânico” inicial.
Mesmo um retorno do bitcoin à sua máxima histórica, de US$ 73 mil, ainda neste ano, não é algo a ser descartado, desde que seja seguido o roteiro de eventos positivos para os criptoativos previstos para ocorrer até o final do ano, pelo menos até até certo ponto.
Para entender o que aconteceu, é necessário aprofundar os motivos da queda do índice Nikkei no Japão durante a noite. Além dos riscos associados a uma recessão nos Estados Unidos (algo que entrou no radar após os fracos dados de emprego da última sexta-feira), os investidores também foram impactados pela perda de rentabilidade do “comércio de transporte”o que foi possível graças à taxa de juro zero praticada pelos japoneses.
No “carry trade”, o investidor toma recursos emprestados no Japão em ienes, onde as taxas estavam entre 0% e 0,1% ao ano, e depois os converte em dólares para comprar títulos em países como os EUA, onde as taxas de juros estão entre 5, 25% e 5,5% ao ano. O diferencial tarifário garantiu a rentabilidade da operação. Porém, na última quarta-feira (31), o banco central do Japão elevou os juros para 0,25% ao ano, encerrando uma era de juros zero que existia desde 2008. A decisão fortaleceu o iene em relação ao dólar, já que diversas operações de “carry trade” começaram a ser liquidadas devido à redução do diferencial tarifário.
A forte desvalorização do dólar no processo, combinada com preocupações de que a economia americana começaria a contrair-se, despertou um sentimento de pânico no mercado financeiro. O índice Nikkei, principal referência da bolsa de Tóquio, despencou 12,4% em um dia. Os mercados americanos caíram entre 2,4% e 3,5% hoje.
O Bitcoin despencou mais de 17% e o Ether caiu durante o ano, caindo 0,61% depois de subir porcentagens de mais de dois dígitos em seu máximo de 2024. Para Guilherme Sacamone, líder da operação da OKX no Brasil, chamadas de margem em operações de carry trade no Japão têm impacto significativo no bitcoin, já que a liquidez que antes fluía para criptoativos está diminuindo. “Ó Reserva Federal (Fed) pode precisar responder com cortes nas taxas para evitar um efeito dominó que poderia prejudicar ainda mais os mercados de capitais e criptoativos”, avalia.
João Marco Cunha, gestor da Hashdex, afirma que o aumento da volatilidade no criptoativo acaba sendo reflexo das características desses ativos, como a negociação 24 horas por dia e sete dias por semana. “É comum que alguns players que operam tanto no mercado cripto quanto no mercado tradicional liquidem cripto em momentos como este porque é o ativo que está disponível para venda fora do horário comercial.“, ele explica.
Porém, o gestor lembra que há uma série de fatores e eventos que acontecerão neste ano que poderão fazer com que o bitcoin e outras criptomoedas se recuperem. “Temos alguns catalisadores relevantes, como o início do corte das taxas de juros nos EUA em setembro, provavelmente, pelo Fed, e uma vitória para o [candidato republicano, Donald] Trump nas eleições presidenciais, com todo aquele discurso pró-cripto”, avalia. Cunha diz que da mesma forma que o bitcoin caiu para US$ 53 mil em julho e voltou para perto de US$ 70 mil, também poderá ter uma forte recuperação em agosto passado após esse susto do início do mês.
João Zecchin, sócio e fundador da Fuse Capital e da BRX Finance, destaca que grandes encomendas de venda de criptomoedas já aconteciam no período da tarde no criptomercado, o que pode destacar o desdobramento de alguma posição que vincula ativos tradicionais a criptomoedas. “A partir daí temos vários efeitos em cascata, como a liquidação de criptoativos alavancados. Como o criptoativo é sempre exagerado e mais volátil, a queda acaba sendo maior, mas não tem nada a ver com os fundamentos dos ativos”, argumenta.
Na avaliação de Sacamone, A recente queda que o bitcoin tem experimentado certamente pode assustar alguns investidores, porém, para a grande maioria dos investidores de longo prazo, é apenas mais um capítulo que não muda a visão do ativo.
Para o futuro, Caio Leta, chefe de análise e conteúdo da Bipa, afirma que muitos acreditam que o Fed pode convocar uma reunião de emergência para iniciar o ciclo de cortes nas taxas de juros, voltando a injetar liquidez na economia como fez em 2020, quando ocorreu a crise da covid-19. “Outra possibilidade é o Fed deixar as coisas falharem, algo que custa politicamente mais caro”, ressalta.
Se o Fed realmente fizer essa redução emergencial, Leta estima que a criptomoeda se valorizará fortemente, pois funciona como uma “esponja de liquidez”, ao absorver o novo dinheiro que é impresso. Caso contrário, se o Fed seguir o cronograma e reduzir as taxas de juros apenas em setembro, o bitcoin e o ouro continuarão a ser bons ativos para se ter em carteira, pois não apresentam risco de contraparte.
Na mesma linha, Valter Rebelo, head de ativos digitais da Empiricus Research, avalia que o momento acaba sendo uma boa oportunidade para cripto dentro da tese dos ativos digitais como proteção contra inflação e impressão de dinheiro. “Dada a expectativa de recessão, em breve deveremos ver injeções financeiras dos bancos centrais.”
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