A sexta-feira começou bem para o mercado de ações brasileiro. Logo no início, a boa notícia de que a atividade econômica do IBC-Br ficou acima das expectativas sustentou o apetite ao risco. O indicador serve como uma espécie de prévia do PIB. O Ibovespa atingiu novo recorde durante as negociações, no preço conhecido como “intradiário”. Foi possível chegar aos 134.781 pontos, mas o vigor não se manteve até o final do pregão.
- O Ibovespa acabou dando a volta por cima e começou a cair, encerrando o dia com perdas de 0,15%, aos 133.953 pontos, após subir 7% em apenas oito sessões. Na semana, subiu 2,5% e no mês, 4,94%. No ano, é praticamente zero a zero, com leve queda de 0,17%.
Na quinta-feira, o índice de ações atingiu novo máximo do ano, tendo a melhor pontuação de fechamento desde o recorde, quando a bolsa atingiu 134.191 pontos, no dia 27 de dezembro. Apesar do deslize no último dia da semana, o índice teve forte recuperação desde o pior momento do ano, em junho, quando caiu para 119 mil pontos. Desde então, entre idas e vindas, a melhoria foi de quase 12% no desempenho.
Embora muitos quisessem um novo recorde hoje, havia uma forte possibilidade de que o dia fosse de liquidação no mercado de ações. Depois de tantas altas consecutivas, a expectativa é que os investidores queiram embolsar esses ganhos, num movimento chamado de realização de lucros. Este é citado como o principal motivo da queda de hoje.
O outro fator negativo são as taxas de juros, que tiveram um dia de alta. O forte índice de atividade pode significar que serão necessárias taxas elevadas para conter o avanço da inflação que normalmente aparece em cenários de expansão econômica.
“Os líderes do Banco Central endureceram o tom, sugerindo que está em cima da mesa um aumento das taxas de juros, em meio a um aumento nas expectativas de inflação. Hoje, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que se for necessário aumentar as taxas, isso deve ser feito, o que contribui para a queda do câmbio”, afirma Luiz Felipe Bazzo, CEO do Transferbank.
O mercado de ações brasileiro ficou muito atrás de seus pares no primeiro trimestre, sendo considerado bastante barato pelos especialistas. O mercado acionário sofreu com o ruído fiscal além dos efeitos das altas taxas de juros nos países desenvolvidos, que pressionaram as nossas taxas e prejudicaram a atratividade dos ativos locais, considerados de alto risco.
Mas desde que a certeza em torno de um corte nas taxas de juro nos Estados Unidos tomou forma, os olhos voltaram-se para mercados emergentes como o Brasil. A aposta do mercado é que em setembro, na próxima reunião do Federal Open Market Committee (FOMC), haja redução de 0,25 ponto nas taxas americanas.
“Esta semana podemos perceber que os investidores estrangeiros continuam com apetite pelo mercado acionário brasileiro, demonstrando que veem um bom crescimento para o país, reforçado pelos bons resultados das empresas em relação ao segundo trimestre de 2024, que em grande parte surpreendeu positivamente projeções do mercado, e isso acabou atraindo esse fluxo, e nossa bolsa fecha a semana com alta de mais de 2% e testando sua máxima histórica”, avalia Andre Fernandes, head de renda variável e sócio da A7 Capital.
Na verdade, os investidores estrangeiros voltaram a contribuir de forma mais vigorosa para o mercado local. Julho foi o primeiro mês em que o saldo de investimentos deste público foi positivo este ano. Mas agosto está a caminho de roubar o pódio. Até agora, os estrangeiros já investiram R$ 2,76 bilhões em bolsa, reduzindo o déficit anual para R$ 33,80 bilhõessegundo informações de B3 em 14 de agosto.
As incertezas em torno de quanto tempo duraria o aperto monetário americano levaram a uma fuga de dólares da nossa bolsa, que atingiu R$ 42,5 bilhões, quase zerando o saldo positivo de 2023, de cerca de R$ 45 bilhões. Com taxas de juros tão altas, a preferência dos investidores foi optar pela renda fixa americana, considerada a mais segura do mundo, e ficar longe de mercados de risco, como os mercados emergentes.
Durante esse período nebuloso, o volume diário de negociações da bolsa caiu, afetando a liquidez dos títulos locais.
- Nesta sexta-feira, porém, mais uma vez o volume negociado foi mais forte, em 21,3 bilhões, bem acima da média diária de R$ 16,5 bilhões dos últimos 12 meses.
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A saída de dólares, alimentada ainda mais pelo risco fiscal, fez com que a moeda americana se valorizasse 18% em relação ao real. Em agosto o aumento perdeu força:
- Agora, o dólar comercial está “apenas” 12,7% mais caro que no início do ano. A moeda registrou queda de 0,28% hoje, sendo negociada a R$ 5,47. Na semana acumula perdas de 0,85% e no mês a moeda americana desvaloriza 3,29% frente ao real.
As taxas americanas tiveram papel crucial no aumento do prêmio de risco na curva brasileira ao longo deste ano. O risco fiscal e a desancoragem das expectativas de inflação também ajudaram a aumentar as taxas de juro futuras. Apesar da queda dos últimos dias, as taxas de juro registaram mais um dia de subida:
- As taxas de Depósito Interbancário (DI) para janeiro de 2025 passaram de 10,78% para 10,84%. Os prêmios em contratos de prazo mais curto estão mais ligados às expectativas dos investidores em relação à Selic;
- Para janeiro de 2034, passaram de 11,35% para 11,40%. Estas taxas mais longas geralmente medem o “risco fiscal”, que é a capacidade do governo de manter as contas públicas atualizadas.
- Confira a movimentação das taxas do Tesouro Direto.
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