Com a terceira maior parcela de fundos eleitorais e tempo de televisão, Ó União Brasil adiou a decisão sobre quem apoiar na disputa para prefeito de São Paulo. Com isso o partido mantém pressão sobre o prefeito da capital Ricardo Nunes (MDB), que busca apoio do partido para disputar a reeleição.
Em convenção municipal realizada neste sábado (20), o União Brasil encaminhou a decisão ao Executivo municipal, que decidirá se o partido apoiará Nunes ou se buscará outra alternativa, como lançar uma candidatura própria como a do deputado Kim Kataguiri . Por unanimidade, os 33 delegados que votaram optaram que a direção do partido, liderada pelo presidente da Câmara Municipal, Milton Leite, defina os rumos do partido.
A decisão deve ser tomada até 15 de agosto, prazo final para registro de candidaturas na Justiça Eleitoral.
A tendência é que o União Brasil faça uma aliança com Nunes —a candidatura própria é vista como improvável pelos líderes do partido. Porém, o principal líder do partido na capital paulista, Milton Leite, tem reclamado das negociações com o prefeito. Nas últimas semanas, Leite criticou publicamente as interações com Nunes. Para o Valor, o vereador disse no início do mês que o clima entre eles era “terrível, uma porcaria”. Na sexta-feira (19), prefeito e vereador se reuniram para buscar um acordo.
“A relação com o autarca melhorou muito, mas ainda estão a ser discutidos pequenos pontos que iremos resolver relativamente a uma possível governação de coligação”, disse Leite, em entrevista à imprensa após a convenção. O vereador afirmou que o União Brasil tem “8% dos votos” na eleição. “E isso define a eleição em São Paulo”, disse. “Sabemos o quão grandes somos na cidade.”
Nas negociações com Nunes estão em jogo o espaço que o União Brasil tem na atual gestão, os cargos que terá em uma possível nova gestão e a garantia de que o partido continuará no comando da Câmara Municipal de São Paulo.
“Se a aliança [com Ricardo Nunes] continuar, exigiremos um governo de coligação, nos moldes europeus.” Na atual gestão, o partido tem forte influência na área de transportes. Leite disse, em entrevista, que o partido também quer ter controle sobre as ações nos divisores de águas da cidade, numa possível nova gestão Nunes.
O partido buscava vice na chapa de Nunes, que ficou com o PL, com o coronel Mello Araújonomeado pelo ex-presidente JairBolsonaro.
Filho de Milton Leite e líder do partido estadual, deputado Alexandre Leite deixou claro que a “preferência é manter a aliança com Ricardo”.
Um possível acordo com o pré-candidato do PRTB, Pablo Marçal, foi descartado. Marçal conversou com a direção nacional do União Brasil, ofereceu a vice-presidência para o partido e ainda indicou apoio à pré-candidatura presidencial do governador de Goiás, Ronaldo Caiado (União), para 2026. O pré-candidato do PRTB, porém, não dialoga com Leite nem é bem visto pelo vereador.
Embora o União tenha ministérios no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Leite afirmou que a chapa eleitoral do partido em São Paulo tem perfil de “centro-direita”. Com isso, foi descartada uma possível negociação com o pré-candidato do Psol, Guilherme Boulos.
Leite, que cumpre seu quarto mandato como presidente do Legislativo paulista, não concorrerá a vereador este ano.
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