Nomeado na semana passada para a presidência do Banco Central, o diretor de política monetária, Gabriel Galípolo, iniciou nesta segunda-feira o tradicional “beijo de mão” no Senado em busca de apoio para sua sabatina, a ser realizada na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE). ). O governo prevê realizar a sessão na próxima semana, mas membros da base aliada consideram difícil cumprir este prazo.
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Galípolo visitou nesta segunda-feira o líder do PT no Senado, Beto Faro (PA), o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2025, Confúcio Moura (MDB-TO), e a senadora Teresa Leitão (PT-PE). Na terça, deverão ocorrer novas conversas com o presidente da CAE, Vanderlan Cardoso (PSD-GO), e o líder do PSD, Otto Alencar (BA). O dirigente também passou a agendar reuniões com membros da oposição para esta terça-feira, entre eles Izalci Lucas (PL-DF).
Questionado por jornalistas sobre o passeio, o indicado ao comando do BC não quis falar com a imprensa “por respeito aos senadores”.
O ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, disse anteriormente que o governo trabalha na possibilidade de realizar a audiência no dia 10 de setembro. A declaração foi dada após reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, ministros e líderes do governo.
No Senado, porém, o plano é visto como desafiador. Otto Alencar, que se reunirá com Galípolo na terça-feira, considera que “o momento não é bom” para realizar a audiência. O PSD é aliado do Palácio do Planalto e tem a maior bancada da Câmara, com 15 membros.
“Estamos em período eleitoral. Muitos senadores não estarão presencialmente [em Brasília]. Há possibilidade de sessão vazia na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) e no plenário”, disse Alencar aos jornalistas nesta segunda-feira.
Ele fez questão de ressaltar que a resistência “não é pela questão das emendas”. Atualmente, os Três Poderes discutem novas regras para a transferência de emendas parlamentares ao Orçamento.
Outros membros da base aliada também consideram difícil a realização da audiência na próxima semana. “Acho difícil fazer no dia 10 porque [Galípolo] Eu teria que visitar todo mundo de hoje até quarta”, disse Angelo Coronel (PSD-BA) ao Valor.
Vice-líder do governo na Câmara, Weverton (PDT-MA) disse a interlocutores que também vê dificuldade em avaliá-lo no prazo previsto anunciado por Alexandre Padilha. O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), defende a sabatina somente após as eleições municipais.
Membros da oposição com assento na CAE ouvidos pelo Valorpor outro lado, afirmam que estarão em Brasília caso a sabatina seja confirmada, incluindo o senador Ciro Nogueira (PP-PI), o senador Izalci Lucas (PL-DF) e o senador Mecias de Jesus (Republicanos-RR).
Um dos motivos da resistência de Pacheco envolve divergências com o governo sobre emendas parlamentares. A outra são as disputas entre ele e o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, sobre a renegociação da dívida dos Estados.
Pessoas próximas ao presidente do Senado consideram que cabe ao governo reunir um número suficiente de senadores na próxima semana, caso o Planalto insista na sabatina antes das eleições deste ano.
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