O deputado federal Alexandre Ramagem (PL-RJ) antecipou, nesta sexta-feira (19), o tom que deverá adotar para sua campanha à prefeitura do Rio de Janeiro. Durante evento no Calçadão de Campo Grande, Zona Oeste da cidade, o parlamentar fez discurso focado na segurança pública e ataques ao seu principal adversário na disputa, o atual prefeito Eduardo Paes (PSD).
Ao lado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Ramagem criticou Paes e o associou ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem o prefeito é próximo. O apoiador de Bolsonaro afirmou que o grupo político do prefeito está “no poder há 30 anos” —destacando que seu antecessor, Marcelo Crivella (Republicanos), é aliado de Bolsonaro e esteve ao lado do ex-presidente durante toda sua gestão na prefeitura do Rio. .
Sem citar o nome de Paes, mas mencionando o fato de o prefeito já estar no terceiro mandato não consecutivo, Ramagem disse:
“Temos aqui um grupo que está no poder há 30 anos. Doze anos este prefeito. Você sabe o que ele diz? Quem é soldado Lula. Ele nunca fez nada pela segurança pública.”
Desde quinta-feira (18), Ramagem participa de agendas ao lado de Bolsonaro no Rio. Pela manhã, o deputado discursou em evento na Tijuca, Zona Norte da cidade. À tarde, ele esteve no evento em Duque de Caxias, na Baixada Fluminense.
Chamado de “Delegado Ramagem”, por ter atuado na Polícia Federal antes de entrar na política, o deputado aposta na agenda da segurança pública para tentar fazer frente a Paes, que hoje desponta como favorito à reeleição segundo pesquisas de intenção de voto .
Uma das propostas de Ramagem para melhorar a segurança da cidade é armar a Guarda Municipal —uma agenda também apoiada, em parte, pelo atual prefeito. No evento da Tijuca, Ramagem disse que, se eleito, tratará a força como “polícia municipal armada”.
Esta manhã, ele falou: “Se trouxermos segurança e ordem, o comércio, a indústria e o emprego retornarão”.
Investigado pela PF no caso da “Abin paralela”, Ramagem repetiu, como nos acontecimentos de ontem, a estratégia de se colocar como “perseguido”. Essa é a narrativa criada por Bolsonaro e seu entorno para ofuscar as acusações que o grupo político enfrenta e engajar ainda mais seus apoiadores.
O deputado federal também adotou o discurso de Bolsonaro que questiona, sem provas, a lisura do processo eleitoral e o resultado da eleição de 2022 —quando Bolsonaro foi derrotado por Lula na disputa presidencial.
“O presidente mais querido pelo povo, que tem seguidores, que confiam, respeitam e amam em todo o Brasil. E foi eleito o outro que não pode sair na rua”, disse Ramagem. Ele continuou: “O que aconteceu? O sistema se voltou contra todos nós.”
Por fim, defendeu que as eleições municipais deste ano serão importantes para as próximas eleições federais: “Nós, que somos fortes hoje, seremos mais fortes em 2026”.
Bolsonaro também falou no evento desta manhã. O ex-presidente aludiu às investigações realizadas pela Polícia Federal —entre elas, suspeitas de falsificação de cartão de vacinação e tentativa de golpe de Estado.
Autodenominando-se “perseguido”, afirmou que poderá ser alvo de novas operações:
“Amanhã a Polícia Federal pode bater na minha porta pela quarta vez. Vá pegar seu cartão de vacinação, eu não fui vacinado. Vá pegar meu passaporte. [Vão] Eles tentam me provocar, me repreender, mas não encontram nada. Porque não tenho.”
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