O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo fará a transição do Banco Central (BC) de forma “suave”, “sem audácia política”, para evitar “precificação indevida no mercado”. A afirmação foi feita durante seminário promovido pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) na manhã desta terça-feira.
“A autonomia do Banco Central está mantida, vamos fazer a transição de forma mais tranquila, dentro da alçada do BC, com os novos diretores para que possamos passar por esse processo sem maiores preços indevidos no mercado”, disse Durigan, que ocupa o cargo de ministro substituto durante as férias do titular Fernando Haddad.
Ele afirmou ainda que a transição de diretores do BC com “responsabilidade” e “sem desabafos políticos” será importante para enfrentar o cenário volátil do mercado externo.
Os mandatos de Roberto Campos Neto (presidente), Otavio Damaso (diretor de Regulação) e Carolina de Assis Barros (diretora de Relacionamento, Cidadania e Supervisão de Conduta) terminam em dezembro. Como mostra o ValorGabriel Galípolo, atual diretor de Política Monetária, continua sendo o favorito à presidência.
Ainda durante o evento, Durigan afirmou que o governo é a favor da autonomia do BC, porque garante “que não há posicionamento político no BC, que há diálogo técnico, entendimento”. “Isso é muito importante para o Brasil”, ressaltou.
Durigan disse que o cenário externo “é muito desafiador”, com momentos de “muita volatilidade e incerteza” no mundo, o que exige que a equipe econômica atue “protegendo o Brasil”.
Ele lembrou que no início do ano a expectativa era de que não houvesse redução dos juros nos Estados Unidos, o que provocou uma série de repricing dos ativos, mas agora fala-se em recessão e atrasos por parte do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) na redução da taxa básica.
“Vivemos um momento de grande volatilidade e incerteza no mundo”, resumiu Durigan.
“Nos últimos 5, 10 dias, estamos vendo denúncias de que os Estados Unidos estão entrando em recessão. O cenário externo é muito desafiador, o que fazemos é orientar a leitura desse cenário, protegendo o Brasil”, completou.
Para proteger o Brasil dessa volatilidade, ele citou dois caminhos: “fazer a transição democrática com responsabilidade, como foi feito de 2022 para 2023, e fazer a transição da autoridade monetária também com responsabilidade, sem audácia política”.
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